PELO menos quinhentas famílias que vivem no Bairro Consito, na cidade do Dondo, não têm água canalizada. A crise arrasta-se já há cinco anos, o que leva a população a recorrer a fontes alternativas.
Os que têm a sorte de ver a água jorrar é por pouco tempo e sai turva, o que os deixa agastados.
Nalgumas avenidas e ruas que dão acesso àquele bairro são visíveis tubos e válvulas, totalmente obsoletos, pertencente à empresa Águas da Região Centro (ARdC). Tais equipamentos foram colocados no ano 2006 e ainda não foram substituídos e neste momento já não permitem a passagem da água às residências.
Moradores entrevistados pelo “Notícias” mostraram-se indignados e cansados de reportar o caso frequentemente à empresa responsável pelo abastecimento de água à população.
Eles afirmaram que há três anos os técnicos da ARdC – Extensão do Dondo, retiraram os contadores das residências com objectivo de substituí-los por novos.
Entretanto, até agora nenhum trabalho foi feito visando a reposição dos contadores, muito menos a substituição dos tubos, o que deixa os moradores indignados e sem esperança de normalização da situação. Assim, optam por abrir poços ou em investir em furos próprios, que funcionam à base de electrobombas.
Alberto José, um dos moradores, afirmou que devido às altas temperaturas que se fazem sentir ultimamente alguns poços secaram e estão sem água suficiente para abastecer as famílias.
“Os poços já não têm água e muitas pessoas não conseguem ter água. Assim, alguns acabam instalando furos nas residências para o consumo individual”, afirmou.
Por seu turno, Luísa André, moradora no bairro, disse que a água jorra na sua torneira em quantidades reduzidas, para além de estar turva.
“A água sai das 6.00 até 8.00h e numa quantidade muito pouca e bem suja que nem serve para beber, lavar pratos e para banho”, lamentou.
Os moradores sentem-se excluídos, visto que estão no único dos 10 bairros existentes naquele município que não tem água.
A nossa equipa de Reportagem conversou com o delegado da Águas da Região de Centro (ARdC) – Extensão do Dondo, Manuel Tica, que reconheceu a falta de água naquele bairro.



