AS cidades de Maputo e Matola estão a delinear estratégias para reduzir o risco de inundações urbanas, que anualmente desalojam milhares de pessoas.
Para efeito, está em elaboração um plano-director integrado, uma acção que resulta de uma parceria entre os Serviços de Representação do Estado na Cidade de Maputo, o Município da Matola e a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA).
Pretende-se com o plano minimizar o risco de desastres naturais por meio de estudos técnicos, capacitação de especialistas e adopção de medidas estruturais.
Na reunião do 1.º Comité Conjunto do Projecto o secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, disse que a iniciativa será implementada em três fases.
“O plano prevê a formulação do documento estratégico, realização de estudos de viabilidade em áreas críticas e um intercâmbio técnico no Japão para a troca de experiências sobre a prevenção de inundações”, afirmou.
Segundo o responsável, as acções contemplam tanto a mitigação dos problemas actuais quanto a prevenção de futuras ocorrências nas próximas três décadas.
No encontro, foram levantadas preocupações sobre a gestão de resíduos sólidos nas valas de drenagem, a necessidade de incluir técnicos do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) no grupo de trabalho e a importância de recuperar o tempo perdido na fase inicial.
Joaquim esclareceu que “estas questões serão incorporadas no plano do projecto e a execução seguirá um modelo técnico reconhecido, garantindo a adopção de medidas eficazes para minimizar os impactos das inundações”.
O representante da JICA, Okuta Ishizuka, enfatizou que a iniciativa está inserida na cooperação técnica entre os dois países, que busca fortalecer a capacidade institucional de Moçambique para fazer face aos efeitos das alterações climáticas.
“Nos próximos três anos o projecto irá identificar e avaliar os riscos de inundações, realizar estudos de viabilidade e propor medidas concretas, combinando a experiência japonesa com a realidade moçambicana”, afirmou.
O projecto também prevê a construção de sistemas de escoamento de águas pluviais, reassentamento de famílias em áreas de risco e a limpeza das valas de drenagem para uma maior eficiência no escoamento das águas.
O Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Águas e Saneamento da Cidade de Maputo, Borges da Silva, destacou a necessidade de priorizar as infra-estruturas de drenagem.
“O investimento deve estar centrado na construção de sistemas eficientes de escoamento das águas pluviais, para aliviar o sofrimento de centenas de munícipes que enfrentam cheias recorrentes”, declarou.



