A Polícia da República de Moçambique (PRM) advertiu hoje que irá responsabilizar criminalmente qualquer pessoa, incluindo membros da corporação, envolvida na venda de vagas para o 44.º curso básico de formação de guardas.
O anúncio foi feito esta tarde, em Maputo, pelo chefe do Departamento de Relações Públicas, Leonel Muchina, durante a conferência de imprensa de sensibilização ao não envolvimento em casos de corrupção para obtenção de quatro mil vagas para ingresso no quadro policial.
Referiu que as provas de recrutamento e selecção vão decorrer entre 18 de Agosto e 30 de Setembro, nos comandos provinciais da PRM, e o curso, com duração de nove meses, arranca em Janeiro de 2026 na Escola Prática de Matalana.
Muchina frisou que todos os procedimentos estão definidos no edital divulgado e devem ser seguidos à risca pelos candidatos.
“As vagas para Matalana não estão à venda. Para as pessoas que se envolverem em actos de corrupção ou burla serão rigorosamente responsabilizadas, e o Comando-Geral da PRM se distancia de todos os actos contrários à lei”, afirmou, sublinhando que as denúncias poderão ser feitas através de contactos do Gabinete Central de Combate à Corrupção e da Sala de Operações do Comando-Geral.
O porta-voz alertou que qualquer tentativa de aliciamento de candidatos sob promessa de admissão será tratada como crime, cabendo às autoridades instaurar os devidos processos.
Muchina referiu ainda que os três anos de pausa na formação foram aproveitados para melhorar o centro de Matalana e redefinir as estratégias de ensino.
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