Quinta-feira, 26 Março, 2026
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Ciclistas também são condutores

Por Jornal Notícias
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César António

Existe uma preocupação crescente em relação aos acidentes de viação que nos últimos dias ocorrem com fatalidades, pois, está em causa a vida humana. Aliás, tudo que fazemos deve ter em vista a protecção contra todo o tipo de perigo. Não é por acaso que as campanhas de sensibilização para boas práticas na estrada recomendam uma condução prudente, longe do álcool e dentro dos limites de velocidade estabelecidos, verificar o estado mecânico da viatura, entre outras atitudes.

Contudo, apesar deste apelo, os condutores continuam a primar pela desobediência, algo que testemunhei recentemente em uma manhã, mas desta vez com a particularidade de envolver um ciclista. Repentinamente vi-o no chão, com a bicicleta longe do lugar onde se encontrava. Tentou levantar e não foi feliz, fez uma segunda e só na terceira tentativa conseguiu ficar em pé, mas sem equilíbrio. Deu uns passos em direcção à bicicleta e o fez a cambalear, pelo que, imediatamente houve suspeita de que estava em estado ébrio. Com um esforço adicional conseguiu se fazer novamente ao veículo.

Quando se esperava que já tinha atingido o ponto de equilíbrio para poder seguir a viagem, eis que começou a andar aos ziguezagues, obrigando os condutores de veículo automóvel a serem mais cautelosos de modo a evitar acidente.

Esta situação me fez lembrar que para além de as campanhas de sensibilização incidirem sobremaneira nos condutores de veículos automóveis, é fundamental que sejam abrangentes para que toda a população tenha esta oportunidade de elevar o nível de consciencialização sobre o que resulta uma condução imprudente.

Pois, há muita gente a usar bicicletas e motas como meio de transporte, incluindo no centro da cidade capital. Por isso, é fundamental que se privilegie a boa convivência, particularmente porque os condutores de motas e bicicletas se fazem à via pública, na maior parte das vezes, sem terem accionado os dispositivos de segurança e protecção.

Sobre este assunto, há muito que se clama a quem de direito para levar a cabo campanhas de sensibilização aos condutores de bicicletas e motorizadas para falar da importância do uso dos acessórios de segurança para protegerem, particularmente a cabeça.

O que nos é dado a observar é mesmo preocupante. Os ciclistas e mototaxistas aproveitam as brechas que os automobilistas deixam entre um e outro veículo, para seguirem viagem sem permanecerem no congestionamento. Esta prática, por vezes, concorre para a ocorrência de acidentes, pelo factor surpresa, pois, pode acontecer depois da viatura ter iniciado a marcha.

Igualmente, vezes há que os ciclistas se fazem à estrada depois de consumirem bebidas alcoólicas (como foi o caso que testemunhei recentemente) e dificilmente conseguem se manter firmes na condução e atentos ao perigo.

Deste modo, é necessário que se faça chegar a informação sobre boas práticas a toda população, desde condutores até os transeuntes, estes últimos que também devem obedecer as regras de segurança para a travessia. Ademais, é a boa convivência e harmonia que se pretendem onde quer que seja.

Por isso, reforço o apelo para a intensificação de campanhas de sensibilização porque nossos irmãos estão a perder a vida por irresponsabilidade dos condutores. 

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