Os médicos do Hospital Central de Nampula (HCN) anunciaram a suspensão de todos os serviços extraordinários a partir de hoje, 1 de Novembro, em protesto à falta de pagamento das horas extras acumuladas há cerca de um ano e sete meses.
A paralisação envolve mais de 80 profissionais, entre médicos especialistas, clínicos gerais e residentes, que afirmam ter esgotado todas as tentativas de diálogo com a direcção do hospital e o Ministério da Saúde.
De acordo com os profissionais, a administração da unidade sanitária informou que não vai pagar as dívidas referentes às horas extraordinárias, alegando que os médicos que recebem subsídios de risco ou de chefia não têm direito a esse benefício.
Eles consideram a decisão injusta e propuseram uma alternativa de que fosse descontado o valor do subsídio de turno, de cerca de quatro mil meticais, e paga a diferença relativa às horas extras. Contudo, a proposta foi recusada pela direcção do hospital.
Face à falta de resposta, os médicos enviaram cartas de reclamação ao Secretário de Estado, gabinete do Governador e ao ministro da Saúde, mas até ao momento não receberam qualquer retorno.
Por isso, como forma de protesto, decidiram manter apenas o horário normal de trabalho, das 7h30 às 15h30, com vista a garantir o funcionamento dos serviços essenciais, suspendendo o atendimento nocturno, fim-de-semana e feriados.
A direcção do Hospital Central de Nampula não confirmou, no entanto, a paralisação das actividades por parte dos profissionais da instituição.
Médicos do Hospital Central de Nampula suspendem serviços extraordinários
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