A ÁREA de Protecção Ambiental das Ilhas Primeiras e Segundas, localizadas nas províncias de Nampula e Zambézia, continua palco de captura ilegal de tartaruga marinha. Porém, o número de pessoas encontradas a praticar este crime ambiental já sugere uma redução do fenómeno comparativamente aos anos anteriores.
Durante os anos de 2021 e 2022 foram presas sete pessoas por ligação à prática, o que perfaz uma média de três infractores flagrados a cada ano, contra uma detenção ocorrida no ano passado.
De acordo com Semo Mapai, oficial de Gestão de Recursos Naturais no Fundo Mundial para a Natureza (WWF), a redução do número de detenções e prisões ligadas a este crime é consequência do trabalho de monitoria e sensibilização da população para abandonar a prática.
A falta de actividades alternativas de geração de renda é vista como causa directa da apetência pelo crime, visto por alguns círculos como forma de sobrevivência de muitas famílias.
Para fazer face a esta tendência, o WWF apoiou as comunidades, envolvendo parceiros, com destaque para a Blue Action Found e Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND), em coordenação com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).


