O PRESIDENTE zambiano, Hakainde Hichilema, pediu 900 milhões de dólares à comunidade internacional para ajudar cerca de sete milhões de pessoas que sofrem os efeitos da pior seca registada no país.
“Este ano a Zâmbia teve chuvas extremamente fracas, o que levou à pior seca registada no país desde que há registos”, declarou Hichilema num discurso transmitido pela televisão, na terça-feira.
“É com grande pesar que, em nome do nosso Governo e do povo da Zâmbia, apelamos à comunidade internacional, aos nossos parceiros no país, ao sector privado, à Igreja e às organizações da sociedade civil para que apoiem o nosso plano de mitigação dos efeitos devastadores desta seca”, acrescentou o chefe de Estado.
Hichilema adiantou que 9,8 milhões de zambianos foram afectados pelos efeitos da seca, dos quais 6,6 milhões necessitam de assistência humanitária urgente.
Segundo o Presidente, a seca atingiu principalmente a produção agrícola, sendo que cerca de um milhão de hectares de milho semeados em 84 dos 116 distritos não resultaram na colheita esperada.
Por esta razão as autoridades estão a concentrar os seus esforços no investimento para garantir água para a produção agrícola e energética bem como para o abastecimento às famílias, ao gado e à vida selvagem, acrescentou.
A 29 de Fevereiro Hichilema declarou a seca devastadora no país, agravada pelo fenómeno meteorológico El Niño, uma catástrofe nacional.


