ANABELA MASSINGUE, em Wuhan
O CENTRO de Pesquisa Conjunta sino-africano está aberto à participação de estudantes moçambicanos bem como de investigadores e pesquisadores seniores interessados em aprofundar os seus conhecimentos na área de biotecnologia.
A intenção foi manifestada em Wuhan, capital da província chinesa de Hubei, pelo professor da Academia de Ciências da China, Wan Tao, durante a palestra na qual fez a exposição dos serviços oferecidos pela sua instituição em diferentes países do continente africano.
Falando no seminário bilateral, sobre a biotecnologia para Moçambique, realçou o facto de o país não fazer ainda parte da plataforma sino-africana sobre a matéria.
Contudo, sublinhou que sendo um país com potencialidades em termos de recursos naturais, havendo manifestação de interesse, é também elegível para o intercâmbio, seja de forma directa com o Centro, a partir da China, ou por via de outros países africanos com parceria já estabelecida à semelhança do Quénia.
“Nós temos um projecto que beneficia estudantes africanos no qual os moçambicanos podem aderir candidatando-se por via de bolsas de estudos para China. A oportunidade estende-se igualmente aos académicos que podem beneficiar de oportunidades de pesquisas na China, por um período de dois anos”, disse Wan Tao.
A notícia foi de encontro com as expectativas dos pesquisadores do Centro Nacional de Biotecnologia e Biociências (CNBB) que vêm uma janela de oportunidade de poderem desenvolver várias pesquisas, tendo em conta a riqueza que o país tem, em termos de recursos naturais que podem constituir matéria-prima para alavancar uma indústria de produtos naturais através da biotecnologia.


