AS medidas do Governo visando a promoção e desenvolvimento da indústria seguradora no país só terão o devido efeito se complementadas com acções e iniciativas do sector no desenho de produtos diferenciados, educação dos consumidores, entre outras.
Este entendimento foi partilhado esta semana pelo vice-ministro da Economia e Finanças, Amílcar Tivane, discursando, em Maputo, durante a II Conferência Anual de Seguros-2024, evento organizado pela Associação Moçambicana das Empresas Seguradoras.
O mesmo tinha como objectivo criar espaço para um debate mais alargado por forma a encontrar soluções que contribuam para assegurar a protecção do consumidor;melhorar os níveis de inclusão financeira; alinhar e orientar a actividade seguradora; bem como aumentar a contribuição do sector no Produto Interno Bruto (PIB).
Dados partilhados por Tivane indicam que, nos últimos anos, o sector segurador tem vindo a crescer, não apenas do ponto de vista de volume de negócios, mas também no número e qualidade de operadores do mercado, nomeadamente seguradoras, micro-seguradoras, re-seguradoras, mediadores de seguros e de entidades gestoras de fundos de pensões.
O mercado segurador conta actualmente com 19 seguradoras, três micro-seguradoras, uma re-seguradora, oito entidades gestoras de fundos de pensões, 158 corretoras e 31 agentes. O mercado registou em 2023 cerca de 21.460.08 mil milhões de meticais, o que representa um crescimento de 2.2%, comparado com o ano de 2022.


