A FALTA de recolha de lixo nos bairros da cidade de Maputo está a deixar os munícipes apreensivos, devido ao risco iminente de eclosão de doenças.
A situação é mais crítica nos bairros Polana-Caniço, Central, Maxaquene, Malhangalene, Mafalala, Zimpeto, Magoanine e Costa do Sol, onde os contentores transbordaram, forçando os residentes a deitar os resíduos sólidos no chão.
Os munícipes relatam que a situação agrava-se diariamente, com o lixo a se acumular e invadir residências, ruas e outros espaços públicos, exalando mau cheiro e atraindo animais vectores de várias doenças. A situação tem ainda propiciado o descarte irregular e busca de soluções locais como a queima de resíduos.
As lideranças dos bairros relatam terem lançado apelos às autoridades municipais para a a intervenção urgente.
Segundo a ambientalista Jorgina Mateus, trata-se de um atentado à saúde pública, pois a presença de lixo nas ruas e espaços públicos aumenta o risco de propagação de doenças transmitidas por mosquitos e roedores.
Indicou que esta situação pode concorrer para o aumento do número doentes com dengue, malária, leptospirose, entre outras patologias.
“A decomposição do lixo gera odores que podem tornar o ambiente insalubre para os moradores. Além disso, a sua presença nas ruas prejudica a estética da comunidade e impacta negativamente na qualidade de vida dos residentes”, disse.
Refira-se que a deficiência na gestão de resíduos sólidos urbanos é originada por uma dívida acumulada pelo Conselho Municipal de Maputo, num valor que ascende os 300 milhões de meticais e que levou à suspensão do serviço.
As autoridades estão cientes do problema e estão a adoptar medidas para melhorar estes serviços, incluindo o reforço do número de contentores e a intensificação das campanhas de sensibilização ambiental.



