O ESCRITOR Mia Couto foi distinguido por unanimidade com o Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca da Associação Portuguesa de Escritores (APE) pelo livro “Compêndio para Desenterrar Nuvens”, anunciou ontem a organização.
A obra, editada pela Fundação Fernando Leite Couto e pela Caminho, em Portugal, é constituída por vinte e duas histórias que abordam o calvário de pessoas, com especial atenção às vozes femininas, às “suas vidas fragmentadas” pela guerra, fome, secas e “tóxicas relações de poder”, segundo comunicado da APE.
O júri destacou a forma como Mia Couto, “misturando sabiamente o código realista e o código imaginário sem nunca esquecer o seu registo lírico, continua a denunciar as injustiças de onde quer que elas venham, sem deixar de nos alertar, ainda que em tom geralmente irónico, para novas submissões, novas ameaças bem perniciosas”.
O Grande Prémio de Conto Branquinho da Fonseca, instituído em 2023 pela APE, e patrocinado pela Câmara Municipal de Cascais e Fundação D. Luís I, destina-se a galardoar anualmente uma obra de contos em português.
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