PELO menos 1215 corpos não foram reclamados entre Janeiro e Agosto, nas morgues das unidades sanitárias da cidade de Maputo, o que representa um aumento de 14 por cento se comparado aos 1044 óbitos de igual período em 2023.
A informação foi avançada ontem pela vereadora municipal de Saúde e Qualidade de Vida, Alice de Abreu, realçando que com o aumento do número de gavetas, mercê da requalificação das morgues, tem sido possível conservar e refrigerar os corpos.
“O Conselho Municipal de Maputo tem apoiado famílias carenciadas com a isenção no pagamento das taxas municipais para o funeral e oferece urnas bonificadas, para aliviar o sofrimento destes agregados”, explicou.
De Abreu apelou as famílias sem condições a se aproximarem às autoridades locais para obterem assistência financeira necessária, beneficiarem de taxas reduzidas e melhor encaminhamento na organização das cerimónias fúnebres.
Refira-se que as autoridades sanitárias estão a elevar a capacidade de conservação dos corpos e prover melhores condições de trabalho aos agentes afectos aos serviços funerários, através da requalificação das morgues.
Uma das obras mais recentes foi levada a cabo na morgue anexa ao Hospital Central de Maputo (HCM), num investimento que ascende os 60 milhões de meticais.
As intervenções incluíram a melhoria das paredes, piso, espaço para a lavagem dos corpos e substituição de 72 gavetas que se encontram completamente danificadas, e instalação de outros 12 compartimentos.
Outrossim, o município conta desde 2020 com uma morgue no Cemitério de Michafutene, no distrito de Marracuene, que nos últimos tempos regista afluência crescente das famílias, mercê dos apelos das autoridades locais.


