MANUEL MUCARI, EM HARARE
OS líderes regionais decidiram prorrogar o mandato da Missão da SADC na República Democrática do Congo (SAMIDRC) por um ano, continuando a resposta para resolver a situação de instabilidade e segurança prevalecente na parte oriental daquele país.
Reunidos quarta-feira em cimeira extraordinária, em Harare, receberam actualizações sobre a situação da paz e segurança na RD Congo e manifestaram preocupação com a deterioração da situação humanitária e de segurança naquele país.
No entanto, reiteraram o apoio da SADC ao governo da RD Congo na resolução do conflito e no alcance de uma paz, estabilidade e segurança duradouras.
Foi vincado o compromisso regional expresso no Pacto de Defesa Mútua da SADC de que “um ataque armado contra algum membro será considerado uma ameaça à paz e segurança regional”, e foram elogiados os Estados-membros por demonstrarem o espírito de solidariedade regional colectiva, através da contributo e apoio contínuos à SAMIDRC.
“A Cimeira elogiou a liderança do SAMIDRC e todo o pessoal destacado para a Missão pelos seus sacrifícios, dedicação e compromisso com a paz, estabilidade e segurança no leste da RD Congo”, lê-se no comunicado final da organização a que o “Notícias” teve acesso.
A liderança do bloco saudou também os esforços contínuos do Conselho de Paz e Segurança da União Africana e do Conselho de Segurança das Nações Unidas na exploração de várias opções para apoiar o SAMIDRC na busca pela paz no leste da RD Congo.
Além disso, reconheceu o esforço do Presidente da RD Congo, Félix Tshisekedi, pelo apoio inabalável da SADC para restaurar a paz e garantir a segurança no país.
O presidente de Angola, João Lourenço, foi também elogiado pelos seus esforços incansáveis, através do Processo de Luanda para trazer uma paz duradoura no leste da RD Congo e mediar um cessar-fogo entre Kinshasa e Ruanda.
Os chefes de Estado e de governo participantes na reunião condenaram as persistentes violações do cessar-fogo estabelecido a 4 de Agosto deste ano e apelou às partes para que cumpram plenamente as suas obrigações de preservar a paz e segurança na região.
A Cimeira apelou ainda ao reforço dos esforços coordenados para uma resolução pacífica e sustentável do conflito no leste da RD Congo.


