CERCA de dez indivíduos, entre nacionais e estrangeiros, foram raptados na cidade de Maputo entre Janeiro e Novembro deste ano. A cifra representa um aumento em comparação com os seis casos registados no mesmo período de 2023.
Dos dez casos registados, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) frustrou duas tentativas de rapto, resgatou três indivíduos e desmantelou quatro cativeiros, tendo a maior parte sido localizada nas zonas de expansão.
O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, expressou preocupação com o aumento dos casos, e assegurou que estão em curso investigações intensas para mitigar a situação.
“De todas as ocorrências registadas este ano, nenhuma vítima encontra-se em cativeiro e mais de dez indiciados do crime de sequestros encontram-se detidos”, afirmou.
Adicionalmente, Lole referiu que o cenário preocupa as autoridades de investigação, que estão a redobrar esforços para combater o aumento dos sequestros, garantindo a segurança pública.
A situação tem gerado inquietação entre os empresários, que relatam que vivem dias de terror e medo. Alguns já começaram a abandonar os negócios e regressar aos seus países de origem ou procurar mercados alternativos mais seguros.
Mohamade Sulemane, responsável pela empresa Shaquil Investimentos, afirmou que “é triste viver com medo, pois o cenário actual é marcado por muitas incertezas”. “Alguns colegas empresários já estão a abandonar o mercado nacional, pois, para além de sermos sequestrados, somos ameaçados e os nossos filhos também estão expostos ao perigo”, lamentou.
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