CERCA de 5,3 mil milhões de meticais estão a ser investidos, desde 2019 a esta parte, pelo Fundo de Fomento de Habitação (FFH) na construção de casas de diferentes tipologias, ajustadas à renda dos agregados familiares.
Até ao momento foram erguidas 1502 casas, beneficiando 6600 pessoas. No mesmo período o fundo infra-estruturou 1026 talhões, garantindo acesso a serviços essenciais como água, energia e saneamento.
Armindo Munguambe, Presidente do Conselho de Administração do FFH, referiu que os projectos em curso enquadram-se no Programa Habita Moçambique, que promove soluções habitacionais sustentáveis e inclusivas, ajustadas às diferentes realidades sociais do país.
Indicou que o programa está a ser implementado em todo o país, com destaque para 100 casas no Distrito Municipal da KaTembe e 128 apartamentos em Marracuene (Maputo), 38 em Chongoene (Gaza), 50 na cidade de Inhambane, 100 em Chimoio (Manica), 40 em Nampula e 70 em Pemba (Cabo Delgado).
Munguambe precisou que cada projecto foi pensado para atender às necessidades habitacionais e promover o desenvolvimento local em espaços integrados, reservando áreas para escolas e serviços públicos, o que contribui para comunidades organizadas e resilientes.
Afirmou que um ganho especial foi a mobilização de 100 milhões de dólares do Banco Mundial e início em 2022 da implementação do Projecto de Desenvolvimento Urbano do Norte de Moçambique.
Trata-se de um projecto focado no desenvolvimento urbano de quatro municípios do Norte do país, com destaque para a melhoria de oito mil casas precárias e reordenamento de igual número de bairros em Pemba, Montepuez, Nampula e Nacala-Porto.
Já na recta final da Fase I, o programa está a deixar um impacto positivo e duradouro na vida das famílias, respondendo às necessidades habitacionais imediatas e inclusão social, estimulando a indústria de materiais de construção e sua padronização, aumento de emprego e criação e valorização de novas áreas habitacionais.
Indicou, também, que está em curso a construção de 216 casas nas províncias de Maputo, Gaza, Manica, Tete, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, bem assim 439 talhões infra-estruturados em Inhambane e Zambézia. Para o próximo ano estão em carteira diversas iniciativas envolvendo o sector privado e indução às cooperativas de habitação.



