











Fotos: S. Manjate
A CHUVA intensa que se fez sentir, entre quarta-feira e ontem, na região sul do país, provocou inundações em vias de acesso e residências, e afectou milhares de famílias, principalmente nas cidades de Maputo e Matola.
Na capital do país, por exemplo, pelo menos 11.800 pessoas viram as suas habitações invadidas pela fúria das águas pluviais, ruas ficaram com a transitabilidade condicionada e houve arrastamento de solos, agravando o problema da erosão.
Na ronda efectuada ontem pelo “Notícias” foi possível constatar, nas avenidas Sebastião Marcos Mabote, Nelson Mandela, Graça Machel que a circulação de viaturas estava condicionada, não só pelo acumulo de água, como também de resíduos sólidos arrastados.
Em bairros como Machava, Matola-Gare, Nkobe, Liberdade e Matlemele, na Matola, que se ressentem de inundações urbanas desde a época chuvosa passada, o cenário era dramático. Os moradores viram-se forçados a mergulhar os pés na água para chegarem aos seus postos de trabalho e outros destinos.
Os estabelecimentos comerciais ao longo das estradas mais críticas, improvisavam passadeiras com caixas, blocos, tábuas e outros, para permitir o seu acesso por potenciais clientes.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) continuava no terreno a efectuar o levantamento de danos nos bairros mais críticos da Matola, tal como indicou a delegada da instituição, Sara Matches.
A vereadora da Mulher, Assistência Social e Família, na capital do país, Anabela Inguane, disse que o município continua a fazer o registo dos agregados afectados, de modo a prestar a devida assistência.
Referiu estar em curso a limpeza dos canais e condutas de água, aliada à sensibilização para que as famílias abandonem as zonas de risco para locais seguros.


