UTENTES dos transporte semi-colectivos de passageiros tem sido obrigados a pagar o dobro da tarifa nos terminais de transporte. Os transportadores chegam a cobrar entre 25 e 30 meticais para se chegar à baixa da cidade, num trajecto cujo custo é de 15 ou 18 meticais.
Nas primeiras horas e no fim do dia, a rotunda da Praça dos Combatentes fica congestionada devido ao tráfego. Os condutores estacionam no meio da faixa de rodagem para embarcar passageiros, expondo-os ao risco de atropelamentos.
Na rotunda da Avenida Vladimir Lenine, também há passageiros que se acumulam em filas e disputam os “chapas” que vão para o Museu ou terminal do Anjo Voador, pagando 30 meticais, quando o preço normal seria de 15 meticais.
Do lado de fora das bombas de combustíveis, os munícipes apinham-se para embarcar nos chapas da Costa do Sol, onde também pagam mais.
O “Notícias” presenciou um cenário em que o cobrador diz claramente; “São ligações”, significando que o passageiro paga ao subir e ao descer.
Felizarda Bila, comerciante, relatou que o cenário é similar todos os dias e, por falta de alternativas, submetem-se aos desmandos.
“Ao subir, tenho que pagar 10 meticais até a Praça dos Heróis. De lá até Victória, mais 15 e se quiser continuar até ao Anjo Voador, desembolso outros 10. Chegamos sujos porque lutamos para tomar o chapa. O salário praticamente custeia o transporte”, contou.
Muitos operadores não chegam ao terminal do Anjo Voador e baldeiam os passageiros na Victória, Laurentina ou Clínica Cruz Azul, de onde concluem a viagem à pé.
Fotos: Félix Matsinhe


