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OS blocos políticos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Comunidade da África Oriental (EAC) alargaram a equipa de mediação para negociar o fim da ofensiva rebelde do M23 no leste da República Democrática do Congo (RD Congo).
Os dois blocos do Sul e Leste de África nomearam cinco ex-chefes de Estado, incluindo Olusegun Obasanjo, da Nigéria, Kgalema Motlanthe, da África do Sul, e Sahle-Work Zewde, da Etiópia ,para “facilitar” o processo de paz, disseram ontem em comunicado.
A Presidência da RD Congo disse na rede social X que o novo painel indicaria um mediador para substituir o Presidente de Angola, que se retirou, na segunda-feira, após anos de esforços vacilantes para aliviar as tensões entre Kigali e Kinshasa.
Os esforços diplomáticos para resolver o maior conflito do Leste do RD Congo em décadas pareciam ter estagnado na semana passada quando o M23, apoiado por Ruanda, não compareceu às negociações de paz com o Governo congolês em Angola e, mais tarde, capturou a cidade estratégica de Walikale.
O Governo de Ruanda disse no X que os líderes presentes na cimeira de segunda-feira “se comprometeram com uma solução política que abordasse as preocupações de segurança de todas as partes”.
O Governo angolano expressou frustração na semana passada sobre uma reunião surpresa organizada pelo emir do Qatar entre o presidente da RD Congo, Felix Tshisekedi, e seu homólogo ruandês, Paul Kagame, o primeiro encontro directo entre os dois desde que o conflito se intensificou no final do ano passado.
Tshisekedi e Kagame emitiram uma declaração conjunta em que apelavam a um cessar-fogo “imediato e incondicional”. O M23 não compareceu no que poderia ter sido sua primeira negociação directa com Kinshasa na semana passada, depois que a União Europeia (UE) impôs sanções contra os rebeldes e as autoridades ruandesas.
Por outro lado, a RD Congo e a África do Sul vão debater o “reforço das capacidades estratégicas de defesacongolesas”, anunciou o Ministério da Defesa sul-africano, a propósito da visita de quatro dias que o ministro democrático-congolês, Guy Mwadiamvita,iniciou segunda-feira a Pretória.
Militares sul-africanos estão presentes no leste da RDCongo, no âmbito de uma missão internacional da operação da SADC cuja “retirada progressiva” foi anunciada em meados deste mês.
As conversações centrar-se-ão em “áreas-chave de cooperação em matéria de defesa” e têm como objectivo “reforçar as capacidades estratégicas de defesa entre as duas nações”, acrescenta-se na nota de imprensa.
Catorze soldados sul-africanos das missões da SADC e da ONU morreram em Janeiro quando o M23 tomou as cidades de Sake e Goma, esta última é a capital provincial de Kivu Norte.




