PELO menos 104 pessoas morreram na sequência de inundações na aldeia de Kasaba, junto ao lago Tanganica, na região leste da República Democrática do Congo (RD Congo).
Em declarações à Agência France Presse (AFP), o administrador do território de Fizi, Sammy Kalonji, indicou que foram confirmadas pelo menos 104 mortes e enormes danos materiais.
Os habitantes da aldeia de Kasaba foram surpreendidos pelas inundações na madrugada de quinta para sexta-feira.
De acordo com as autoridades, as vítimas são, sobretudo, crianças e idosos.
Registaram-se também 28 feridos e 150 casas foram destruídas.
A aldeia só é acessível por via marítima e não tem cobertura de rede móvel.
No mês passado, mais de 10 mil pessoas foram obrigadas a deixar as casas na província de Tanganica, que fica próxima à aldeia, por causa das chuvas.
As enchentes provocaram alagamentos de um outro rio, o Rugumba, causando a destruição de centenas de casas, conforme relatos do governo local na época.
Além da crise climática, região sofre há décadas com aviolência causada por milícias, incluindo o movimento rebelde 23 de Março (M23), que diz defender os interesses de comunidades minoritárias.
A província de Tanganica recebeu pelo menos 50 mil refugiados de Kivu do Sul, região à leste da RD Congo, que vive uma grave crise humanitária após o avanço do M23. Em Janeiro, os rebeldes tomaram várias cidades estratégicas e chegaram à capital provincial, Bukavu.
Com a retirada das missões de paz das Nações Unidas(ONU) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), bem como o recuo do exército congolês, a população enfrenta saques, ataques e deslocações em massa.


