A Ilha de Moçambique, na província de Nampula, declarada Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO), em Dezembro de 1991, apresenta um estado de aparente abandono. Hoje completa 207 anos de idade, num contexto marcado por inúmeros desafios, dentre os quais se destacam a preservação dos edifícios históricos, a requalificação urbana e a reconstrução pós-ciclone.
A autarquia debate-se com graves problemas de erosão costeira, um fenómeno que ameaça a sua integridade física e dos seus habitantes. São necessários investimentos avultados para a sua restauração, e o município não tem dinheiro suficiente para o efeito.
O presidente do Conselho Municipal da Ilha de Moçambique, Momade Ali, reconheceu que os recursos actualmente alocados à autarquia são parcos para responder à totalidade dos problemas que a afectam. Garantiu, no entanto, que esforços não têm sido poupados para minimizar o impacto das dificuldades que atormentam a ilha e seus habitantes. Acrescentou que apesar das limitações, o município continua comprometido com a melhoria das condições de vida da população, priorizando intervenções nas áreas de infra-estrutura, saneamento, habitação e serviços básicos.
ILHA DE MOÇAMBIQUE: Património da UNESCO aparentemente abandonado
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