Sexta-feira, 30 Janeiro, 2026
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Mondlane apela ao decre­to de estado de emergência

Por Jornal Notícias
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O PARTIDO Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) apela à con­vo­cação da reunião do Conselho de Estado para avaliar a decretação do estado de emergência, devido às inundações na Zona Sul do país.

O presidente deste partido, Venâncio Mondlane, convocou esta semana uma con­fe­rên­cia de imprensa para apre­sen­tar um conjunto de exi­gên­cias aos vários órgãos de soberania, tal como a Assembleia da República, sugerindo que este órgão deveria exigir ao Governo explicações sobre a resposta dada aos avisos das ins­ti­tui­ções técnicas a cerca da previsão de cheias e inundações.

“A Assembleia da República deve con­vo­car, ime­di­a­ta­mente, o Governo para se explicar por ­que não preparou previamente um plano de contingência eficaz para estas cheias, que já estavam previstas desde Agosto de 2025”, disse Mondlane, alegando que com a Estrada Nacional Número Um (N1) con­di­ci­o­nada por um período indeterminado, o Ministério Público deveria exigir explicações sobre os meios adquiridos nos anos anteriores para fazer face a emer­gên­cias cli­má­ti­cas.

Entende, ainda, que a Pro­cu­ra­do­ria da República deve apu­rar res­pon­sa­bi­li­da­des, sobretudo em relação aos meios que já esta­vam alo­ca­dos para a situ­a­ção de cheias, como por exemplo as pontes metálicas móveis que foram adquiridas e apre­sen­ta­das que, segundo sustentou, custaram ao erário público cerca de 11 milhões de dóla­res.

“Hoje nin­guém sabe onde estas pon­tes estão. Por isso a Pro­cu­ra­do­ria deve actuar agora”, acusou, sustentando que o fenómeno das cheias é uma tragédia ambiental irreversível.

O líder do ANAMOLA manifestou ainda preocupação com os alertas recentes sobre a Barragem de Senteeko, em Mbombela, na África do Sul, salientando que o risco de descargas elevadas já era conhecido desde Setembro do ano passado, onde entende que devia ter sido feito um trabalho antes.

Criticou, igualmente, as tarifas de viagem praticadas pela LAM no contexto da crise, classificando-as como especulação totalmente desumana, e considerou inaceitável a redução de apenas 50 por cento nas tarifas dos CFM para Magude.

“Enquanto durar este período o transporte ferroviário deveria ser gratuito para famílias que perderam tudo”, defendeu. 

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