INOCÊNCIO Impissa, porta-voz do Governo, garante que os quase 700 moçambicanos que vivem e trabalham no Médio Oriente estão em segurança, apesar de estarem em países que acolhem interesses militares norte-americanos e que têm vindo a ser atacados pelo Irão.
Falando ontem a jornalistas no fim da sessão do Conselho de Ministros, detalhou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) está em permanente interacção com as missões diplomáticas de Moçambique nestes países e recebe garantias de que todos os nacionais estão fora do perigo.
Estão registados 681 moçambicanos a residir e a trabalhar nos países do Médio Oriente, distribuídos em 300 no Qatar, onde cerca de 80 por cento são trabalhadores da empresa Qatar Alumínio, e vivem num condomínio, que dista a 40 quilómetros da base militar norte-americana.
Os restantes 20 por cento são trabalhadores da Qatar Airways, Qatar Energy e bancos comerciais. A estes adiciona-se os funcionários da embaixada de Moçambique.
O porta-voz do Governo explicou que cerca de 300 moçambicanos vivem nos Emirados Árabes Unidos (EAU) e dentre estes figuram estudantes e trabalhadores, incluindo funcionários da embaixada e consulado de Moçambique.
Na Arábia Saudita vivem cerca de cem moçambicanos, 35 dos quais a trabalhar na indústria de alumínio, e outros, estudantes da Universidade Islâmica de Medina.
No Reino de Bahrein, também alvo de ataques iranianos, reside um estudante, atleta de natação e bolseiro do Comité Olímpico de Moçambique. Enquanto isso, no Israel residem 12 moçambicanos.
Impissa explicou que o Governo, através do MINEC, continua a trabalhar para o contacto com outros cidadão moçambicanos que se encontram a trabalhar no Chipre e no Kuwait, bem como os que estão em viagem em muitos pontos do globo com passagem pelos aeroportos de Doha, e Budai, onde o espaço aéreo se encontrava encerrado.
“Para uma mais fácil articulação com os moçambicanos nas zonas de conflito, o MINEC vai disponibilizar na sua página de internet informação e contactos, para que todos que necessitem de apoio possam acede-lo”, disse.



