Sábado, 14 Março, 2026
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Chuva agrava cenário de inundações urbanas

Por Jornal Notícias
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A CHUVA que cai desde a quarta-feira continua a provocar constrangimentos na mobilidade urbana e nas condições de habitação nas cidades de Maputo e da Matola. 

Na ronda que o “Notícias” efectuou ontem constatou que, em diferentes zonas, há vias alagadas, que dificultam a circulação rodoviária causando escassez de transporte público, e residências inundadas, sobretudo nas áreas baixas.

Na cidade de Maputo, a circulação em algumas artérias está condicionada devido a inundações. Na Avenida Julius Nyerere, próximo à Universidade Eduardo Mondlane, algumas viaturas ficaram imobilizadas depois de passarem por troços inundados. Situação semelhante ocorreu na Praça dos Combatentes e na Avenida 25 de Setembro. 

Na Avenida Sebastião Mabote, registou-se circulação reduzida, sobretudo de viaturas de baixa suspensão. O automobilista Ernesto Mucavele disse que há troços onde a água cobre quase toda a faixa de rodagem, obrigando os condutores a reduzir a velocidade ou procurar vias alternativas. 

Foram igualmente observadas longas filas nas paragens de transporte público. Em Magoanine “C” (Matendene), vários utentes aguardavam pelo transporte semi-colectivo que deixara de chegar a alguns pontos devido às condições das vias. 

O mesmo cenário verificou-se em Magoanine, Praça dos Combatentes e Missão Roque, onde os passageiros permaneceram durante muito tempo à espera de transporte. João Nhampossa explicou que há poucos “chapas” a circular, por isso as pessoas passam muito tempo nas paragens à espera de transporte”.

Nos bairros Magoanine “A”, Magoanine “B”, Magoanine “C” (Matendene), Ferroviário e Hulene, alguns residentes enfrentam inundações nas habitações. 

Maria Nhantumbo, residente em Magoanine “A”, relatou que a água entrou na sua residência durante a madrugada e foram forçados a retirar alguns móveis e a usar baldes para tirar a água que invadiu os compartimentos.

Em algumas zonas do bairro Ferroviário e de Magoanine “A” encontram-se em funcionamento moto-bombas instaladas pelo município para auxiliar na drenagem.

Na Matola, o cenário repete-se em bairros como Patrice Lumumba, Liberdade, Nkobe e Machava-Socimol. Apesar das condições, a actividade comercial continua. 

O comerciante Armando Mabunda, no bairro Patrice Lumumba, afirmou que “mesmo com água no chão continuamos a vender, porque é desta actividade que tiramos o sustento diário”.

A circulação na Estrada Nacional Número Um (N1) encontra-se condicionada no troço entre o Mercado Grossista do Zimpeto e a paragem Molumbela, devido à concentração das águas pluviais na via, situação que abranda o fluxo de viaturas e obriga os automobilistas a circularem com prudência.

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