A artista moçambicana Lara de Sousa inaugura hoje a exposição “A confusão parte os ossos” no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo.
A mostra, que se prolongará até 16 de Maio, resulta do processo de residência artística de Lara na Ilha da Reunião e propõe uma viagem pelos vestígios históricos do Oceano Índico, explorando memória, resistência e reconstrução.
Entre cerâmicas fragmentadas, mapas bordados, filmes e aguarelas, a artista convida o público a descobrir trajectos de resistência, memórias ancestrais e possibilidades de reconstrução de um passado marcado pelo deslocamento forçado e pelo colonialismo.
Lara de Sousa é realizadora e artista visual, fundadora da Kulunga Filmes, uma produtora dedicada a apoiar cineastas emergentes dos países africanos de língua portuguesa e da região austral de África. O seu trabalho centra-se em temas como memória colectiva, património cultural e processos de colonização e descolonização.
Recentemente, estreou o documentário de longa-metragem “Nós, Povo das Ilhas”, filmado em Cabo Verde, e actualmente desenvolve “The Ship and the Sea”, seleccionado para a Berlinale DocStation e vencedor do prémio Idfa Bertha Fund. Lara participou em várias residências artísticas internacionais, incluindo a Lapa Goethe Institute (África do Sul) e a Cité des Arts (La Réunion), e as suas curtas-metragens já receberam prémios em festivais como FESPACO, DAKAR e MAM Rio.
Os seus projectos têm sido apoiados por instituições como o Sundance Documentary Fund, HotDocs Blue Ice Fund, Instituto Francês e Fundo Nacional Português. Além da produção artística, Lara coordena formações para festivais de documentário internacionais e participou no DET do Realness Institute em parceria com a Netflix.
Lara de Sousa expõe “A confusão parte os ossos”
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