A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) apreendeu, na madrugada de quarta-feira, cerca de 48 toneladas de cannabis que estavam escondidas num búnquer, no Complexo da Maré, na zona norte da cidade brasileira. Esta foi a maior apreensão de droga no Brasil e foi possível graças a Hulk, um cão farejador.
Segundo a imprensa brasileira, que cita a PMERJ, a droga estava escondida dentro de uma laje de construção abandonada que funcionava como búnquer das facções na região.
A operação mobilizou mais de 250 militares, mas foi Hulk, um pastor-belga-malinois, que levou à descoberta da droga. Guiado pelo olfacto, o cão indicou que havia algo suspeito na construção abandonada.
Posteriormente, os militares deslocaram-se ao alto da laje e localizaram 48 toneladas de canabis (soruma) escondidos com cimento. No total, foram precisos quatro camiões e mais de cinco horas para retirar toda a droga.
“Os agentes estavam verificando a área, mas estava tudo vedado, concretado. Só que quando o Hulk começou a farejar, ele ficou muito agitado, mudou o comportamento. Os agentes desconfiaram, começaram a quebrar o concreto da cisterna e encontraram a droga”, explicou o comandante do Batalhão de Ações com Cães (BAC), tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa, ao jornal O Globo, citado pelo Ao Minuto.
No local, além das quase 50 toneladas de cannabis, estavam também escondidos quatro fuzis e quatro pistolas.
A PMERJ indicou que esta é a “maior apreensão de drogas do país”, sendo que o último recorde pertencia a uma operação em Mato Grosso do Sul, em 2021, quando 36,5 toneladas de estupefacientes foram apreendidos.
Como recompensa, Hulk tem podido brincar durante mais tempo com uma bolinha de ténis.
“A recompensa deles é o brinquedo. Quando eles vêm de grandes apreensões, a gente deixa que eles fiquem mais tempo com a bolinha, por exemplo. Como o instinto de caça deles é bem alto, acabam destruindo o brinquedo porque querem muito ele. E também é uma forma de eles desestressarem”, explicou o sargento Wildemar de Oliveira, instrutor de Hulk.
Hulk foi doado à Polícia Militar do Rio de Janeiro há quatro anos, quando tinha apenas seis meses. Agora, conta com dois anos de operações e já participou em várias apreensões importantes.



