O Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) manifestou profunda preocupação com o crescente número de profissionais que exerce a actividade sem contratos formais de trabalho, uma situação que tem vindo a agravar-se em várias empresas do sector da comunicação social.
A organização defende que é urgente garantir contratos que abranjam toda a força laboral que estabelecem condições essenciais para o exercício da actividade.
De acordo com o secretário-geral do SNJ, Faruco Sadique, têm sido recorrentes as queixas apresentadas por jornalistas que enfrentam vínculos precários ou inexistentes. Embora a instituição não tenha poder para aplicar sanções às empresas, ressalta que a fiscalização do cumprimento das normas laborais é responsabilidade das entidades competentes, como a Ispecção do Trabalho.
Ainda assim, o sindicato afirma que continuará a exercer pressão sobre os empregadores para assegurar melhores condições aos seus membros.
Outro ponto crítico destacado é a entrada desregrada de profissionais no sector, muitos dos quais transitam de outras áreas sem preparação adequada, contribuindo para a fragilização da profissão.
Segundo o SNJ, existem diversos casos de trabalhadores sem contratos, com vínculos frágeis ou mantidos indefinidamente em regime de estágio, o que considera uma prática inaceitável.
Por isso, o sindicato exorta os jornalistas a priorizarem a formalização do seu vínculo profissional e, simultaneamente, apela às entidades empregadoras para que respeitem a dignidade e a importância da actividade jornalística.
O apelo foi lançado hoje, em Nampula, num seminário no âmbito dos 48 anos do SNJ, que se assinala amanhã, cujas cerimónias centrais terão lugar na chamada capital do Norte.



