UM total de 125 mil crianças de diferentes estabelecimentos de ensino assiste às aulas em condições demasiado precárias, que colocam em risco não só a sua saúde, como também a aprendizagem.
A informação foi partilhada pela directora provincial de Educação em Sofala, Dilsa Solange, durante a abertura da IV Reunião de Planificação, que decorre sob o lema “Por uma Educação Inclusiva Patriótica e de Qualidade”, na cidade da Beira.
A governante explicou que a situação se deve ao facto de 1221 salas de aula continuarem em condições lastimáveis e sem nenhuma intervenção desde a ocorrência do ciclone Idai, em Março de 2019, que afectou directamente um total de 2713 salas.
Neste contexto, Dilsa Solange pediu aos parceiros do sector e às demais organizações nacionais e internacionais para buscarem recursos com vista a reabilitar, reconstruir, ou mesmo construir e apetrechar salas de aula de modo a garantir a formação qualitativa das crianças.
A directora sublinhou que a reunião de planificação acontece num momento em que se completa o quinto ano da implementação do Plano Estratégico da Educação (2020-2029) e o último do Plano Quinquenal do Governo e do Conselho Executivo Provincial de Sofala (2020- 2024).
Os resultados, acrescentou, já despontam do ponto de vista da melhoria de acesso à Educação e da qualidade de serviços prestados à sociedade, apesar dos desafios impostos quer pelos fenómenos naturais, quer pela pandemia da Covid-19 e pela conjuntura socioeconómica internacional.
Realçou que, neste período, o sector registou um crescimento absoluto de efectivo global no ensino público de 93.187 alunos da 1.ª à 12.ª classes, passando dos 622.891 alunos, em 2020, para 716.078 alunos, em 2024, o que representa um crescimento na ordem de 14,9 por cento na província.



