Tema de Fundo: Banhistas tramados pela euforia!

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A EUFORIA dos banhistas os tramou e muitas praias voltaram a encerrar no país devido aos altos níveis de desobediência das medidas do decreto do Conselho de Ministros sobre o estado de calamidade pública vigente no país.

O encerramento, por um período de 15 dias, enquanto se aprimoram os mecanismos de facilitação pelas autoridades administrativas locais, abrange as praias da Costa do Sol, Catembe, Ponta do Ouro e Macaneta, em Maputo; Bilene e Xai-Xai, em Gaza; Barra, Tofo e Guinjata, em Inhambane; Estoril, Macúti e Ponta Gêa, em Sofala; Zalala, na Zambézia; Fernão Veloso, em Nampula; e Wimbe, Marrenganhe, Sagal e Inos, em Cabo Delgado.

E não foi mero acaso! Destas praias chegaram imagens tristes que atentam contra os esforços dos moçambicanos para prevenir a pandemia do novo coronavírus. São episódios chocantes de banhistas que encheram este locais sem respeitar medidas importantes, como o distanciamento físico e o uso da máscara.

Encheram as praias de tal maneira que podiam ser confundidos com moscas, contrariando os constantes apelos do Governo e da Organização Mundial de Saúde (OMS), cuja desobediência levou ao encerramento, durante muito tempo, de instituições como escolas, locais de culto, centros culturais, museus e galerias.

Foi em parte este posicionamento do Governo que justificou o alívio de algumas imposições do decreto sobre o estado de calamidade, depois de se registar uma redução gradual no número de novas infecções, internamentos e óbitos por Covid-19.

Os banhistas, ao encarar a reabertura de praias como uma oportunidade para “vingar” o período de restrições, manifestam-se contra os grandes avanços registados no controlo da doença, que já vitimou muitas famílias, criando despesas financeiras avultadas e luto.

“Conversas ao Sábado” não compreende a razão de se querer jogar todo esse esforço ao lixo, depois de quase dois anos de uma luta intensa contra a Covid-19, o nosso inimigo comum!

Assim sendo, reiteramos os nossos apelos para o uso prudente das praias, quando o Governo reabri-las, ou, caso contrário, as autoridades não terão outra alternativa senão encerrá-las até que a pandemia desapareça definitivamente, o que é menos provável, sendo certo que não será tão já.

Entretanto, quando voltarem a reabrir esperamos que as autoridades, nos mecanismos de facilitação pelas autoridades administrativas locais em aprimoramento, venham responder como deve ser a “demanda” da população, afinal já está mais do que provado que estão a governar um povo com “cabeça dura”. A euforia dos banhistas pode ser paga com caos no nosso sistema de saúde, daí que se deve ser mais duro com eles através da aplicação, por exemplo, de multas avultadas e, em casos extremos, de detenções, afinal a saúde, que ao que parece não tem pressa, também não tem preço!

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