Comunidades de Lilumba priorizam infra-estruturas sociais

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O NÚMERO de infra-estruturas sociais construídas de raiz pela população residente na localidade de Lilumba, no distrito de Sanga, no Niassa, tende a crescer nos últimos tempos.

Este facto resulta da disponibilização pelas autoridades governamentais de nível provincial do valor corresponde a 20 por cento da receita anual colectada pelo operador de safaris, naquela zona de conservação.

As autoridades governamentais no Niassa disponibilizaram, recentemente, dois milhões de meticais que estão sendo aplicados na construção de dezassete habitações para igual número de famílias. Adicionalmente, foram aplicados na construção de uma fonte de abastecimento de água potável que beneficia cerca de 140 famílias que, desta forma, viram resolvida a questão do acesso ao precioso líquido.

A nossa Reportagem escalou, recentemente, a região e apurou ainda que com aquele montante, que resulta do pagamento das taxas relacionadas com as actividades de safari, no posto administrativo de Macalogo, por parte da Lupilichi Wildernesse, a população de Lilumba construiu, igualmente, quatro salas de aula e respectivo bloco administrativo, no âmbito da expansão da escola primária local.

 Alifa Issufo, presidente do comité de gestão de recursos Naturais de Lilumba, disse que com o montante foi adquirida e instalada uma unidade de agro-processamento, sobretudo de cereais e tubérculos.

“Adquirimos uma motorizada-ambulância para facilitar a evacuação de pacientes para o Centro de Saúde de Macaloge, num esforço que visa reduzir a mortalidade, particularmente de mulheres grávidas e crianças”, destacou o entrevistado.

A melhoria das vias de acesso é fundamental para atrair a entrada de agentes económicos para comercialização dos excedentes agrícolas.

Com efeito, a comunidade de Lilumba investiu na aquisição de instrumentos para facilitar o desenvolvimento de trabalhos de manutenção e limpeza das principais vias de acesso ao nível da localidade.

Para melhorar as condições de habitabilidade, as famílias  fabricam tijolos e o comité de gestão assegura a disponibilidade de 40 chapas de zinco e 30 barrotes, conforme o nosso entrevistado. Neste momento, o comité dispõe ainda de 200 chapas de zinco. Trabalhos visando a sensibilização das comunidades, com vista a adoptarem habitações resilientes aos factores climáticos e, segundo a fonte, as expectativas de adesão de famílias  no processo são animadoras “porque queremos a melhoria da qualidade de vida dos habitantes de Lilumba e a habitação constitui um dos indicadores”.

O governo de Sanga saúda os critérios de gestão dos fundos comunitários provenientes da taxa de exploração dos recursos naturais e prometeu, através do substituto do administrador, Lourenço Jaime, prestar apoio técnico às comunidades de Lilumba visando assegurar a construção de infra-estruturas resilientes.

Por seu turno, Mbunba Marrufo, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), apelou aos gestores da comunidade de Lilumba para manter o bom relacionamento com o operador local de safaris e tirar vantagens dos fundos que recebem do governo. “Transmitam a vossa experiência a outras comunidades em matéria de gestão de fundos”, concluiu.

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