Covid-19 continua a afectar desempenho das empresas

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A COVID-19 continua a afectar negativamente o desempenho das empresas do sector privado que operam na província do Niassa, em particular do turismo e construção civil, cujos níveis de rendimento baixaram consideravelmente nos últimos tempos, forçando a despedimentos de trabalhadores.

Segundo o vice-ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Rolinho Fornela, que concluiu uma visita de trabalho de quatro dias à província, pelo menos 104 trabalhadores foram despedidos no primeiro semestre.

A maioria dos trabalhadores despedidos encontrava-se afecta a 15 empresas dos sectores do turismo e de construção civil, que apesar dos constrangimentos causados pela pandemia ainda se encontram a operar nesta parcela do país, segundo o governante.

Da eclosão do novo coronavírus na província do Niassa, em Junho de 2019, até Dezembro do ano passado, 33 empresas de diferentes ramos de actividades foram forçadas a encerrar em definitivo, levando ao desemprego pelo menos 102 trabalhadores.

Durante o mesmo período, 1112 trabalhadores cujos contratos laborais tinham sido temporariamente suspensos voltaram aos respectivos postos de trabalho. Por outro lado, 69 empresas foram afectadas pelas medidas do Conselho de Ministros que preconizavam a redução da carga salarial e suspensão temporária do vínculo laboral até à normalização da situação na altura caracterizada por novos contágios da doença viral de forma massiva.

Num outro desenvolvimento, o governante disse ter constatado com agrado a redução, nos últimos tempos, de casos de conflitos envolvendo trabalhadores e a respectiva entidade empregadora no Niassa.

Sustentou a sua constatação frisando que cerca de 200 casos de conflitos laborais notificados nas empresas do sector privado desde o início do ano a esta parte, relacionados sobretudo com o suposto atraso no pagamento de salários e remunerações, foram mediados com sucesso pelas entidades competentes e três foram encaminhados aos órgãos judiciários para o devido tratamento.

Ao longo do ano passado, 163 casos de conflitos laboráveis que surgiram nas empresas privadas na província foram mediados com sucesso, o que resulta do esclarecimento aos trabalhadores queixosos da situação económica que afecta o país em geral e a província de modo particular, influenciada pela pandemia da Covid-19.

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