AGENDADO PARA DEZEMBRO: Mozambique Fashion Week celebra resiliência e inovação

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A CIDADE de Maputo vai acolher em Dezembro a 17.ª edição do Mozambique Fashion Week, cujo lema é “MFW: Novo Ano, Moda para Frente”.

A presente edição celebra a resiliência dos mentores deste projecto, tendo em conta que, segundo os organizadores do evento, mesmo com as adversidades impostas pela Covid-19, nunca desistiram de o realizar. Por outro lado, está a componente das tendências inovadoras de vários projectos de moda, alguns dos quais inspirados em cenários e modelitos marcados pela emergência da doença.

Esta iniciativa, produzida pela DDB Moçambique, vai juntar 78 estilistas, sendo nove internacionais (África do Sul, Angola e Japão), marcas (23) e jovens designers (46). Os números alcançados este ano superam todas as edições anteriores.

Para Vasco Rocha, director executivo da DDB, agência que organiza o MFW, o evento relaciona a arte com moda, música, gastronomia e o turismo por forma a mostrar um Moçambique vibrante para o continente e para o mundo.
“Chegou a hora de mostrarmos ainda mais a nossa capacidade criativa, uma indústria que precisa de ter toda a sua cadeia de valor estabelecida para que potencie, ainda mais, os milhares de jovens espalhados pelo país com um capital enorme de criatividade”, disse Vasco Rocha.

Realçou que estes jovens precisam de meios de formação e desenvolvimento necessários para poderem competir no mercado nacional e internacional em igualdade de circunstâncias, ao mesmo tempo que evidenciou o papel do MFW na criação de um mercado para que as marcas nacionais sejam valorizadas a nível interno e externo.

Sobre o lema deste ano, Rocha explicou que o mesmo dá a continuidade ao conceito do ano 2020, que foi marcado pela Covid-19, doença que causou o confinamento geral. No entanto, vai focar-se na realidade do novo normal e na beleza do ser humano.

Explicou que a organização deste que é o maior desfile de moda no país está comprometida com a segurança e bem-estar da equipa, dos estilistas, modelos e convidados, pelo que, garantiu, todas as medidas recomendadas pelas autoridades de saúde estão asseguradas no local dos desfiles e todas as acções serão transmitidas pelos meios tradicionais e plataformas digitais.

“A realização da 17.ª edição do MFW é prova de resiliência, que é própria dos seres humanos”, salientou.

Além da competição dos jovens estilistas, Young Designer, o MFW conta com o Challenge Vodacom, que vai premiar a melhor colecção inspirado no tema: Inclusão e Diversidade. Espera-se a participação de mais de 30 estilistas que vão mostrar o seu talento e criatividade.

Ao longo do evento, o público poderá assistir à exposição Genderful Society e à feira do MFW. A mostra é resultado de uma parceria entre o MFW e a Fundação SPROWT, visando sensibilizar a sociedade sobre género, diversidade e inclusão através da cultura. Por seu lado, a feira contará com cerca de 20 expositores que vão exibir produtos diversos, desde roupas, artesanato a cosméticos.

Tendo em conta o facto de o Mozambique Fashion Week ser uma referência quando se fala de moda, Vasco Rocha assinalou que a iniciativa sempre esteve preocupada em criar iniciativas inovadoras.

“Assim foi durante estes dezassete anos, a força do evento, imaginar, inovar e influenciar. Trazer para o imaginário real temas concretos e importantes para que pudessem ser discutidos e trabalhados”, salientou.

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