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Sexta-feira, 20 - Maio, 2022

Manu Dibango morre vítima de Covid-19

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MORREU na madrugada de hoje em Paris, na França, aos 86 anos de idade, o saxofonista camaronês Manu Dibango, vítima do covid-19.

Emmanuel N’Joké Dibango, seu nome de registo, foi hospitalizado, no dia 18 de Março, na França, depois de ter sido infectado pelo vírus, onde viria a perder a vida durante a madrugada de ontem, disse Thierry Durepaire, representante do artista em declarações a AFP.

Afirmou de acordo com a família do malogrado o funeral será numa cerimónia em privado e a sua homenagem será feita o mais breve possível.

Compositor de “Soul Makossa”, música que se popularizou na década de 1970, incluindo no país, Manu Dibango é o primeiro artista famoso que perde a vida vítima desta pandemia.

O Saxofonista actuou em várias palcos do mundo e em Moçambique, onde esteve por diversas vezes, a última das quais a convite do saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, actuando em concertos, masterclass e workshops na capital do país.

Em 2018 Moreira Chonguiça e Manu Dibango lançaram um álbum conjunto, intitulado  “M & M”, que chegou a ser nomeado para o South African Music Award (SAMA), na categoria de “Best African Artist Album”.

Nascido em Douala, Camarões, Manu Dibango foi membro do grupo de rumba congolês African Jazz e colaborou com muitos outros músicos, entre os quais Fania All Stars, Fela Kuti, Herbie Hancock, Bill Laswell, Bernie Worrell, Ladysmith Black Mambazo, Don Cherry e Sly e Robbie.

Manu Dibango influenciou várias músicas e artistas no mundo, incluindo “I wanna be startin ‘somethin", de Michael Jackson. Posteriormente, Manu Dibango acusou Michael Jackson de plágio no álbum “Thriller”. Os dois artistas chegaram a um acordo financeiro.

Em 2004, Manu Dibango foi nomeado artista pela paz pela  Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO).

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