Empresas reabrem graças à redução de casos da Covid-19

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PELO menos 211 das 219 empresas de diversos ramos do sector privado, encerradas durante o ano passado, na cidade da Beira, devido ao impacto negativo da pandemia do novo coronavírus, acabam de retomar as suas actividades, mercê da redução do número de casos de contaminação da doença.

O inspector-chefe do Trabalho em Sofala, João Macanga, anunciou o facto, adiantando que, mesmo assim, as restantes oito empresas ainda se encontram com as portas encerradas, havendo demarches para a sua rápida reabertura.

Falando, esta semana, no decurso da sessão do Fórum da Consulta de Concertação Social Público-Privada, a fonte indicou ainda que, no quadro da acção inspectiva, realizada entre Março de 2020 e Setembro de 2021, foram registadas 219 comunicações de interrupção de actividades laborais de igual número de firmas, com uma abrangência de 4. 831 trabalhadores.

Deste universo, segundo Macanga, 211 firmas já retomaram as suas actividades, abarcando 4.569 trabalhadores.

Dados do Centro de Mediação e Arbitragem de Conflitos Laborais indicam que de Janeiro a Setembro deste ano, foram submetidas ao sector 672 petições, contra 604 casos de igual período do ano findo.

Foram mediadas ainda este ano 634 intercessões, contra 578 do ano passado. Em termos de assinatura de acordos colectivos, foram alcançados 485 entendimentos, contra 508 do ano passado.

Tudo isto acontece numa altura em que o conselho empresarial entende que a classe está preocupada com o facto de pequenos, médios e grandes investidores de origem estrangeira operarem em vários ramos de actividades sem que as representações do sector privado tenham conhecimento.

Em representação daquela agremiação, Alexandre Baltazar sustentou que o facto dificulta sobremaneira a interacção para a resolução de constrangimentos que afectam os trabalhadores.

Apontou ainda que outro constrangimento está relacionado com a autonomia dos conselhos municipais na aprovação das taxas empresariais, sem prévia auscultação do sector privado.

Na ocasião, fez saber que a classe está a ser sufocada pela subida da taxa do IPRA no município da Beira, bem como  Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) para agricultura, nos arredores da Beira, incluindo a cobrança de actividades económicas.

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