Estacionamento de camiões nas “bombas” gera preocupação

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A EXPLOSÃO de parques de estacionamento de camiões-cisterna nas estações de serviço (bombas de combustíveis) está a transformar-se num autêntico perigo para o tráfego rodoviário na cidade da Beira.   

O alerta foi lançado pelo governador Lourenço Bulha, que falava numa reunião sobre  crescimento desproporcional entre o transporte rodoviário e o consumo de combustível ao longo do Corredor de Desenvolvimento da Beira. 

Lourenço Bulha mostrou-se preocupado com a transformação de bombas de combustível em parques de estacionamento de camiões, incluindo no troço da Estrada Nacional Número Seis (N6).

Falou ainda do aumento considerável do tráfego de camiões de transporte de carga para os países do ‘hinterland’, com especial atenção para os de combustível, facto que tem gerado preocupação por parte das autoridades de fiscalização.

Sobre o assunto, o edil da Beira, Albano Carige, disse que o Conselho Municipal remeteu ao Governo um projecto de construção de uma nova estrada de acesso directo ao Porto da Beira, partindo da Cerâmica.

Caso tal projecto seja concretizado espera-se diminuir consideravelmente o intenso congestionamento de viaturas, podendo mesmo combater o problema de parqueamento de camiões-cisterna nas estações de serviço.

O autarca referiu ainda que os camiões de recolha de lixo têm passado por imensas dificuldades quando se verifica o congestionamento de camiões no acesso norte ao Porto da Beira, concretamente na zona da Lixeira Municipal da Munhava.

“Conseguimos remover poucos contentores quando existe congestionamento dos camiões que pretendem entrar no Porto da Beira e isso atenta contra a saúde pública”, alertou Albano Carige.

Pressão do hinterland

A COMPANHIA Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ) considera que o contínuo crescimento do nível de consumo de combustíveis dos países do interior, sem acesso ao mar, resulta no aumento desregular do transporte rodoviário.

Segundo José da Silva, director-geral da CPMZ, a situação está a criar impactos negativos no tráfego ao longo da EN6.

Anotou ainda que o congestionamento das estradas e o estacionamento desorganizado em terrenos improvisados e nas bombas de combustíveis, sem observância das medidas mínimas de segurança, atingiu níveis alarmantes na Beira.

Lamentou também o facto de dentro do recinto portuário da Beira haver um intenso congestionamento, para além da degradação das vias e do contrabando de combustível.

Vincou que a Companhia Pipeline Moçambique-Zimbabwe está preocupada com a situação, tendo advertido que o problema é sério e não deve ser ignorado, e que caso não seja resolvido poderá atingir consequências nefastas.

Indicou igualmente que a sua instituição decidiu avançar com uma auscultação junto dos diferentes parceiros para a colheita de ideias que vão ajudar na formulação de decisões que possam reverter o actual cenário.

Neste contexto, José da Silva deu a conhecer que a CPMZ contratou uma empresa de consultoria que vai ajudar a desenhar estratégias de solução do problema.

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