Hospital Central da Beira lança cirurgias ocloplásticas

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VINTE e seis pessoas beneficiam desde ontem de cirurgias ocloplásticas, no Hospital Central da Beira, que têm em vista reparar defeitos que afectam a parte das pálpebras.

O médico oftalmologista, Abel Polaze, afirmou que a campanha, que inclui algumas crianças, se realiza pela primeira vez na maior unidade sanitária da zona Centro do país.

Polaze indicou que 35 pacientes necessitando deste tipo de intervenção médica foram seleccionados nas unidades sanitárias, mas somente 26 reuniam os critérios exigidos para o efeito. Os restantes sete tinham defeitos,  mas estavam associados a outras doenças, cuja cirurgia não está contemplada nesta campanha.

A fonte explicou que este tipo de cirurgia é um processo lento que exige dos médicos maior atenção, sendo por isso que quatro pacientes serão atendidos por dia.

O especialista destacou igualmente que um dos objectivos da campanha cirúrgica é devolver auto-estima das pessoas, que há muito conviviam com este tipo de defeito e que por vergonha recorriam a chapéus ou óculos.

Disse que esta doença tem várias manifestações, sendo hereditária em algumas pessoas. Geralmente, apresenta-se sob forma de tumor por detrás ou a frente do olho, havendo também outras causas, como acidentes que podem levar à perda do órgão.

Para este processo, Polaze afiançou que os médicos residentes contam com o apoio de dois cirurgiões espanhóis pertencentes a uma organização não-governamental ocular.

Segundo o oftalmologista, nenhum médico do Hospital Central da Beira está capacitado para este tipo de cirurgia. É por isso que, no próximo ano, dois médicos oftalmologistas irão beneficiar de formação específica para posteriormente iniciarem localmente operações do género.

Doentes com este tipo de patologia que chegavam ao Hospital Central da Beira eram enviados para Maputo. Em outras situações, disse, as cirurgias acarretavam custos ao Estado, através da Junta Médica, nos casos em que alguns doentes procuravam solução fora do país.

Devido aos custos, poucos doentes davam continuidade ao tratamento, depois de diagnosticados.

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