Vítimas das enxurradas regressam às suas casas

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Várias famílias que se encontravam fora das suas casas devido às enxurradas que se abateram sobre grande parte dos bairros da cidade da Beira já estão a regressar paulatinamente às suas residências.

O administrador da Beira, João Oliveira, confirmou o facto ao nosso Jornal, explicando que algumas famílias, por iniciativa própria, estão a abandonar os centros de acomodação para recomeçarem as suas vida nas respetivas zonas de residência.

No entanto, Oliveira assegurou que apesar de as pessoas estarem a sair dos centros de acomodação o Governo continuará a prestar a assistência na área da saúde e saneamento do meio.

“Mesmo com este regresso continuamos a lançar apelos no sentido de as famílias tomarem cuidados para evitar afogamentos. Temos conhecimento de que apesar de a água ter baixado há enormes crateras que ainda possuem água, pelo que há necessidade de as crianças e adultos tomarem certas precauções. Vamos igualmente seguir as instruções das nossas autoridades sanitárias para nos precavermos das doenças de origem hídrica”, afirmou o administrador da Beira.  

As chuvas afectaram mais de cinco mil pessoas, tendo algumas sido acolhidas nos centros de acomodação instalados no âmbito da resposta de emergência causada pelas inundações.

POPULAÇÃO ACATA MENSAGEM DAS AUTORIDADES

Enquanto isso, os activistas do sector da Saúde que se encontram em diversos bairros a sensibilizarem as pessoas contra doenças de origem hídrica estão a intensificar o seu trabalho.

Os activistas insistem na necessidade de purificação da água para consumo e encorajam as pessoas a dirigirem-se às unidades sanitárias em caso de sintomas de qualquer doença.

Os bairros abrangidos são Macurungo, Munhava, Manga, Ndunda e Mungassa, onde  várias famílias viveram momentos de desespero devido à concentração das águas pluviais, que inundaram por completo aquelas zonas.

Em contacto com a nossa Reportagem, alguns membros da equipa de activistas disseram que o trabalho está a decorrer sem sobressaltos e que a população já está a acatar as mensagens.

“Estamos satisfeitos porque a população está a colaborar. Muitos já aceitam tratar a água. Tivemos problemas com a população aquando da ocorrência do ciclone Idai e foi por isso que se assistiu ao alastramento de doenças diarreicas. Neste momento a população está a colaborar e estamos  satisfeitos”, afirmou Luciana João, activista da Saúde.

Por seu turno, Gregório Andela, outro activista, afirmou que o seu grupo está, entretanto, preocupado com a ocorrência de filária, pois algumas pessoas não se dirigem às unidades sanitárias alegando que a doença passa sem tratamento médico.

Recorde-se que o director da Saúde da Beira, Fino Massalambane, garantiu à nossa Reportagem a existência de fármacos nas unidades sanitárias para a cura da filária. Mas para tal apelou à população a dirigir-se aos postos médicos para o devido tratamento.

Tudo isso acontece numa altura em que algumas famílias estão a tentar reconstruir as suas casas com recurso a material local, tais como plásticos e outros materiais de baixo custo.

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