Empresário e filantropo raptado na Matola foi ameaçado com arma de fogo

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A Polícia da República de Moçambique (PRM) disse ontem que o empresário e filantropo Rizwan Adatia foi ameaçado com uma arma de fogo quando foi raptado na quinta-feira, na Matola, província de Maputo.

Rizwan Adatia circulava durante o dia numa via rápida, numa zona do bairro do Fomento, quando a sua viatura foi bloqueada junto a um semáforo, relataram testemunhas ouvidas pela Polícia, que ontem revelou detalhes da ocorrência em conferência de imprensa. Depois de ter sido bloqueado, um dos quatro raptores apontou-lhe uma arma de fogo, obrigando-o a sair da sua viatura.

“Até ao momento não temos qualquer informação sobre o que terá levado ao rapto”, disse Juarce Martins, chefe de Relações Públicas no Comando da PRM da província de Maputo, na conferência de imprensa, segundo a Lusa.

Martins avançou que a Polícia abriu todas as linhas operativas para encontrar Rizwan Adatia e deter os autores do rapto, e responsabilizá-los criminalmente, estando a corporação em permanente contacto com a família do empresário e filantropo, sendo que até agora ainda não foi feito nenhum pedido de resgate.

Rizwan Adatia é natural da cidade costeira indiana de Porbandar e lidera o grupo COGEF, sediado em Maputo, com 35 supermercados grossistas (Cash & Carry), 190 lojas, quatro unidades industriais e mais de 3500 funcionários em nove países africanos.

O empresário criou uma fundação com o seu nome (Rizwan Adatia Foundation), organização sem fins lucrativos focada na redução de desigualdades na educação, saúde e desenvolvimento económico em comunidades da Ásia e África.

A sua fundação participa em 18 parcerias estratégicas que beneficiam 740.700 pessoas em África e na Ásia.

O rapto de Rizwan Adatia é o quarto confirmado e sob investigação no país pelas autoridades moçambicanas desde o início de 2020.

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