Inundações voltam a assolar Maxaquene

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OS moradores do quarteirão 29, no Bairro da Maxaquene “C”, na cidade de Maputo, voltaram a estar sob alagamentos, na sequência da chuva que caiu na tarde de segunda-feira e manhã de ontem, apesar da bacia de retenção de águas pluviais, recentemente inaugurada.

A infra-estrutura, erguida pelo Conselho Municipal de Maputo (CMM), conta com cerca de 1740 metros quadrados e 3200 metros cúbicos de volume, tendo custado 23 milhões de meticais.

Residentes ouvidos pelo “Notícias” afirmaram que a chuva (43 milímetros em 24 horas) veio demonstrar que a bacia ainda não está à altura de resolver o problema.

Camilo Matlhombe, morador há mais de duas décadas, disse que a água da chuva encheu a bacia e transbordou para as residências e ruas circunvizinhas.

Matlhombe  teme pelo agravamento da situação nos próximos dias.

Para Rosa Sitoe, residente há quase 50 anos, o município devia abrir valas para escoar a água para o sistema de drenagem principal.

Por sua vez, Mateus Mabunda acredita que a bacia minimizou, de certa forma, uma vez que em ocasiões anteriores os automobilistas e transeuntes tinham dificuldades de passar pela rua Luís Parruque, na zona apelidada por “Xitalamati”.

Em contacto com o “Notícias”, Acácio Tembe, do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), indicou que ainda há a probabilidade de ocorrência de mais chuva esta manhã na capital do país.

“Prevemos, igualmente, chuvas na região centro e norte do país. O tempo poderá melhorar a partir de amanhã, com uma subida ligeira dos termómetros, sem ultrapassar os 30 graus Celsius”, disse Tembe.

Entretanto, no fim-de-semana o tempo será fresco, com possibilidade de ocorrência de chuvas fracas a moderadas.

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