Cintura verde está saturada

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A CINTURA verde da cidade de Nampula encontra-se saturada devido à invasão de áreas agrícolas para a construção de habitações, associada ao crónico problema de saneamento do meio.

As constatações estão patentes num estudo realizado pela Universidade Rovuma (UniRovuma) em Nampula em parceria com as associações de Solidariedade Internacional (ESSOR) e para o Desenvolvimento Sustentável (ABIODES).

O estudo, tornado público há dias, foi efectuado no âmbito do projecto de agro-ecologia sustentável urbana e periurbana sobre o uso da terra, água e produção agrícola na cintura verde da cidade de Nampula. A sua produção envolveu estudantes do curso de Licenciatura em Gestão Ambiental.

Em face disso, a universidade e seus parceiros neste projecto recomendaram as instituições governamentais a criarem condições de segurança aos produtores da cintura verde, ao mesmo tempo que aconselhou os agricultores a juntarem-se em associações para melhor prosseguir os seus interesses.

Adelino Inácio Assane, director académico da UniRovuma em Nampula, explicou que esta pesquisa foi efectuada no quadro das atribuições da sua instituição de ensino, nomeadamente dedicar-se a acções com impacto na comunidade, entre as quais o ensino e extensão.

Disse que, ao divulgarem a pesquisa sobre o uso da terra, água e produção agrícola na cintura verde de Nampula, pretendem despertar maior consciência sobre o trabalho que tem sido desenvolvido pelos produtores e a sua importância para todos os habitantes desta urbe.

Por sua vez, Gessy Carangueza, representante do Governo provincial, considerou a cintura verde de pulmão da cidade de Nampula e garante de parte da alimentação das pessoas aqui residentes.

Por isso, prometeu que o Governo vai atribuir títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT) aos produtores da cintura verde como forma de garantir a segurança da posse da terra.

Assim, acredita que eles poderão continuar a trabalhar sem receio de que a terra lhes seja retirada.

“A cintura verde desta cidade garante hortícolas aos mercados da urbe”, disse Gessy Carangueza.

Jornal Notícias
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