Envolver sector privado no combate à desnutrição

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O DEBATE sobre a problemática da desnutrição crónica esteve sexta-feira última no centro das atenções em Nampula, marcando a celebração do Dia Mundial da Alimentação. Na ocasião, o Secretário de Estado da província, Mety Gondola, convidou o sector privado a participar no combate a este mal social, através do fornecimento de alimentos fortificados às populações.

Num encontro envolvendo membros do Conselho de Representação do Estado de Nampula, sector privado e sociedade civil, Gondola explicou que o envolvimento justifica-se pelo facto de a província de Nampula continuar com um índice preocupante de prevalência da desnutrição crónica, principalmente em crianças dos zero aos cinco anos, situando-se actualmente em 50.4 por cento, um dos mais altos do país.

O governante defendeu a necessidade de se aumentar a produção agrícola, para garantir a segurança alimentar e nutricional das populações e, consequentemente, reduzir-se o actual índice da desnutrição crónica.

Aliás, disse que qualquer acção que possa ser levada a cabo pelo governo e outras entidades, no combate à desnutrição crónica em Nampula, passa também pela eliminação de hábitos culturais locais, que influem negativamente na alimentação das populações, tarefa que deve ser de todos.

“Como sector privado não devemos atender apenas as necessidades do mercado de comercialização, mas também da alimentação das nossas populações, com destaque para as nossas crianças, que são as mais afectadas pela situação prevalecente em Nampula”, observou.

A representante do sector privado no encontro, Jumila Arculete, prometeu trabalhar com o sector familiar no combate ao fenómeno.

Acrescentou que os privados têm vindo a promover a produção e comercialização agrícolas, no seio dos camponeses, organizando os mercados locais que também contribuem para a melhoria das condições de vida dos produtores e da dieta alimentar das famílias.

Em Nampula, o comportamento das comunidades no que respeita à alimentação é apontado como estando a contribuir para os elevados índices de desnutrição crónica que se regista fundamentalmente em crianças de zero a cinco anos de idade e em mulheres grávidas. 

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