INDÚSTRIA E COMÉRCIO GARANTE: Há produtos alimentares para quadra festiva

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A DIRECÇÃO Provincial de Indústria e Comércio de Nampula assegura haver disponibilidade de produtos de primeira necessidade para a quadra festiva que se avizinha, sobretudo frango, ovos, arroz, farinha de milho, açúcar, óleo alimentar, carne de vaca, incluindo bebidas.

A informação foi avançada por Alfredo Nampuio, responsável do sector, tendo afiançado que uma equipa da instituição acaba de aferir a existência de quantidades suficientes desses produtos nos principais armazéns e outros fornecedores de referência da província de Nampula.

Aquele responsável deu exemplo da disponibilidade de frangos, um dos alimentos mais consumidos pelos moçambicanos, sobretudo no período da quadra festiva, que até princípios deste mês, a província tinha armazenado mais de 300 mil toneladas.

“Tudo indica que a população da província de Nampula vai passar as festas do Natal e fim- de-ano sem sobressaltos, porque há stock suficiente”, assegurou.

Por outro lado, a disponibilidade de produtos básicos satisfaz as autoridades governamentais de Nampula.

Contudo, as autoridades governamentais dizem que as hortícolas, com destaque para o tomate, pepino e pimenta poderão, eventualmente, ser os únicos produtos a escassear. E se isso acontecer, Nampula vai recorrer a outras províncias do país.

Entretanto, para combater a especulação de preços dos produtos alimentares, já foram criadas equipas multissectoriais, integrando elementos daquela direcção, a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), sector da Saúde e a Polícia da República de Moçambique (PRM), que têm a responsabilidade de monitorar a oscilação da tabela preçária.

Segundo Nampuio, a INAE sempre esteve no terreno a monitorar preços de produtos de primeira necessidade praticados pelos comerciantes.

O cenário do Waresta

QUANDO as festas do Natal e fim-de-ano se aproximam, o cenário que se vive no Mercado Grossista do Waresta, o maior da zona Norte do país, é também satisfatório no que diz respeito à disponibilidade de produtos alimentares e acessibilidade de preços praticados pelos comerciantes. O destaque vai para batata reno, tomate, farinha de milho, feijão, cebola, alho e outros que têm sido mais procurados neste período.

A nossa Reportagem constatou que, neste momento, a batata reno, que está à fartura, é vendida a preços que variam entre 22 e 24 meticais cada quilograma, enquanto o tomate custa 50. Já o alho e a cebola saem entre 20 e 50 meticais, respectivamente.

São preços que os consumidores consideram, de forma unânime, de acessíveis tendo em conta que até ao mês passado quase todos os produtos alimentares eram vendidos a preços exorbitantes. Por exemplo, o tomate e batata já chegaram a ser vendidos a 100 e 70 meticais por quilograma, respectivamente.

“Por enquanto os preços são acessíveis, por isso vim comprar em quantidade a batata reno, o tomate, cebola e alho para revender na cidade de Pemba, onde neste momento escasseiam”, disse Momade Alexandre, um comerciante da capital provincial de Cabo Delgado.

Entretanto, os grandes comerciantes de produtos no Waresta acreditam que este ano não haverá ruptura de “stock” a ponto de poderem aumentar os preços, em virtude de haver fartura, até temem que alguns produtos possam apodrecer por falta de compradores como tem sido nos outros anos.

“Muita batata reno está a chegar no mercado do Waresta, aliás, quase todos os produtos alimentares mais preferidos pelos consumidores não faltam aqui. Acredito que isso vai facilitar a vida de muitas pessoas nas festas que se aproximam”, comentou Nanando Joaquim, comerciante de batata.

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