Munícipes pedem patrulhamento

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MUNÍCIPES residentes na unidade comunal de Muacothaia, no bairro de Muahivire, na cidade de Nampula, manifestam-se preocupados com o recrudescimento da criminalidade, caracterizada por assaltos na via pública e roubos em residências, factos agravados devido à falta de patrulhamento policial.

A preocupação foi apresentada esta semana ao comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, Moisés Gueve, num contacto com a população, promovida no quadro da ligação Polícia-comunidade.

A população considerou extremamente arriscado circular pelo bairro, sobretudo no período nocturno, por causa de assaltantes que, nas suas incursões, usam objectos tais como catanas, facas, machados, paus e pedras para atacar as vítimas.

Aliás, a população queixou-se ainda do facto de no período lectivo escolar no ano passado os alunos da Escola Secundária de Maparra terem vivido momentos de insegurança, devido aos assaltos e agressões perpetrados pelo grupo apelidado de “os que não comem”, constituído, na sua maioria, por jovens com idade abaixo dos 18 anos de idade.

“Os nossos filhos sofrem, porque quando regressam da escola são-lhes arrancados os materiais, telefones e calçado por este grupo que até recorre ao espancamento para poder se impor”, lamentou Celina Pilage, munícipe residente no bairro de Muahivire.

A cidadã explicou ainda que num passado recente foi assaltada, espancada e retirada seus bens na porta da sua residência, por volta das 21 horas, quando regressava dos seus afazeres diários.

“Encontrei dois jovens sentados próximo à minha casa e, quando pretendia entrar no quintal, pediram-me o telefone. Levaram o telemóvel e um valor de 1800 meticais que estava na minha carteira”, disse Pilage, sustentando que mesmo depois desta agressão os malfeitores pretendiam levá-la para outro local eventualmente, para a violentar sexualmente.

Boaventura Alberto, outro residente do bairro de Muahivire, na sua intervenção, pediu ao comandante o reforço do efectivo policial da 2.ª esquadra para garantir o patrulhamento 24 sobre 24 horas, a fim de travar as acções dos malfeitores que têm estado a semear terror e insegurança à população.

“Este Muahivire que me viu nascer e crescer hoje já não o reconheço, porque foi dominado pela criminalidade. Existem residentes aqui no bairro de Muahivire que são catalisadores da marginalidade”, denunciou.

Denunciar os malfeitores

EM resposta as preocupações da população, o comandante provincial da Polícia, em Nampula, Moisés Gueve, apelou aos munícipes do bairro de Muahivire no sentido de colaborarem com a corporação denunciando qualquer acto criminoso.

Afirmou que caso haja colaboração com as autoridades policiais, os índices de criminalidade no bairro de Muahivire vão reduzir ou mesmo ser eliminados.

Aos membros do conselho comunitário do bairro, Gueve apelou para que sejam muito activos, reportando imediatamente as autoridades policias casos de criminalidade para que sejam activadas linhas operativas e consequentemente neutralizados os malfeitores. 

“É preciso haver esta ligação. O nosso bairro não pode ser famoso como sendo aquele que alberga criminosos e ainda ter a fama por possuir indivíduos que consomem drogas. O nosso bairro não deve ter fama por albergar indivíduos que transgridem a lei, que assassinam as suas irmãs, irmãos e tias” disse Gueve.

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