Terminais improvisados baralham transportadores

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A MOBILIDADE depessoas está condicionada ao uso de meios de transporte, sendo o rodoviário aquele que absorve maior parte dos utentes.

O nível de organização influencia a qualidade e eficiência do serviço, mas sobretudo a disponibilidade.

Na cidade de Nampula, o terceiro maior centro urbano do país, a falta de um terminal rodoviário está a ter reflexos negativos para os passageiros em toda a cadeira destes serviços.

Oque muitos questionam é razão de até hoje não ter sido erguida uma infra-estrutura que sirva como terminal dos transportadores semicolectivos de passageiros.

Por essa razão, os transportadores de passageiros andam à deriva, ao mesmo tempo que isso abre espaço para a ocorrência de ilegalidades, desde cobranças ilícitas a práticas de corrupção e outras situações queprejudicamos proprietários das viaturas, bem como levam à fraca colecta de receitas para os cofres do Estado.

A chamada capital do Norte dispõe de um só terminal oficial que está localizado na zona da Faina, um local cedido pelo Instituto Nacional de Gestão de Desastres Naturais (INGD), antigo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, para responder ànecessidade do sector dos transportes.

Porém, a instituição já tentou recuperar o parque por entender quenão está a ser bem cuidado. Segundo apurámos, os utentes fazem necessidades ao relento porfalta de sanitários públicos, perigando asaúde pública.

O muro de vedação está a ruir e não há quem se digne a melhorar as paredes, sendo que os usuários do local têm sido vítimas de agressões e roubos porque os membros da Polícia Municipal nunca estão lá para desempenhar o seu papel.

O terminal da Faina só funciona para os transportadores que exploram rotasparao interior da província, nomeadamente para os distritos de Murrupula, Ribáuè, Lauala, Mecubúri e Malema, bem como a alguns das províncias do centro e sul do país, situação que não se pode dizer em relação aos que operam asrotasde Nacala, Ilha de Moçambique, Eráti,Angoche, Moma, Mogovolas, Larde e Mogincual.

O “Notícias” observou que o embarque edesembarquede passageiros e de carga diversa é feito em terminais improvisados, em plena via pública, embaraçando o trânsito de pessoas e viaturas.

O presidente da Associação dos Transportadores Rodoviários (ASTRA) de Nampula, Luís Vasconcelos, disse que a autarquia não tem faltade espaços para erguerum terminal rodoviário. Para ele, oproblema estárelacionado com a seriedade dos gestores municipais.

Vasconcelos indicou que há um espaço que pertence àDirecção Provincial dos Transportes e Comunicações que não está a ser usado. Trata-se de uma área que estava projectada para servir de parque ferro-rodoviário, mas a iniciativa ficou na gaveta.

A associação sabe que o próprio Conselho Municipal identificou um espaço na zona do Posto Agronómico, porém não se vislumbra nenhum trabalho para a implantação do terminal rodoviário.

“As pessoas que têm o poder para conceber os terminais não estão a fazer. O pior é que não estão dispostas a criar parcerias, pois a edilidade pode identificar um espaço, estabelecer o terminal e entregar ao sector privado para a sua operacionalização,no sentido de complementar as actividades”, disse o presidente da agremiação.

A nossa fonte diz quese notam, contudo, terminais de passageiros fantasmas, que surgem de noite para o dia. Ofacto estranho, diz,é que a própria edilidade orienta os seus técnicos a cobraremas taxas diárias, o que cria legitimidade desses locais improvisados.

Vasconcelos sugere o envolvimento das autoridades governamentais e o sector privado para se eliminaremos terminais piratas, onde funcionam duas autoridades, nomeadamente municipal e dos estivadores, estes últimos que impõem suas regras aos transportadores. 

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