Cerca de 45 milhões de crianças correm o risco “iminente” de sofrer doenças, desnutrição ou deslocação na África Austral e Oriental devido à crise humanitária resultante das alterações climáticas, alertou hoje a UNICEF.
Para responder a esta crise e “atender às necessidades humanitárias das crianças e comunidades afectadas pelas alterações climáticas”, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apelou a contribuições dos doadores na ordem dos 1,28 mil milhões de euros de acordo com um comunicado divulgado hoje, citado pela Lusa.
“Esta resposta inclui a prevenção e o tratamento da desnutrição aguda através de cuidados contínuos para mães e crianças; a prevenção, detecção precoce e tratamento de doenças em instalações de saúde” ou “a prestação de serviços de educação e protecção de qualidade”, entre outros, observou a organização.
“O impacto das alterações climáticas nas crianças é um forte lembrete de que é necessária uma acção urgente para abordar a raiz do problema e facilitar soluções sustentáveis que ajudem as crianças”, disse a directora-geral da agência para a África Oriental e Austral, Etleva Kadilli, citada no comunicado.
“O futuro das crianças na África Oriental e Austral depende da nossa acção imediata e decisiva hoje”, acrescentou.


