QUALIFICAÇÃO AO MUNDIAL-2020: “Mambas” vencem e seguram terceiro lugar

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OS “Mambas” foram bravos na tarde de ontem em Coutonou, capital do Benin, e derrotaram o Malawi por um a zero, garantindo o terceiro lugar do Grupo “D” de apuramento ao Campeonato do Mundo de Futebol agendado para o próximo ano no Qatar.

A primeira e única vitória nesta fase de apuramento permitiu a Moçambique somar quatro pontos, mais um que o Malawi, que se quedou em último lugar.

(IN)FELICIDADE MERECIDA

É verdade que o golo da vitória dos “Mambas” resultou da infelicidade do defesa malawiano, que desviou o esférico para a própria baliza aos 51 minutos, quando nem sequer estava pressionado. Todavia, foi um prémio merecido para a equipa que mais se mostrou inconformada com o empate.

De resto, a segunda parte dos moçambicanos foi tremendamente positiva na atitude e também na qualidade técnica, sobretudo na zona intermediária, onde o capitão Dominguez fez questão de dissipar dúvidas sobre o que (ainda) é capaz de oferecer, jogando e fazendo jogar a equipa.

As entradas de Telinho, Luís Miquissone e posteriormente Geny Catamo e Geraldo conferiram maior ousadia e serenidade, de tal sorte que com maior eficácia a vitória teria sido com mais golos. Telinho e Miquissone falharam duas boas oportunidades.

E o Malawi?

Até esteve presente depois de se ver em desvantagem, tendo pressionado por uns quinze minutos. Lançou várias bolas pelo ar, mas a defesa moçambicana respondeu com categoria e não permitiu veleidades.

É preciso registar que os “Mambas” entraram tímidos no jogo e demoraram a mostrar-se, caindo muitas vezes no ritmo lento imposto pelo adversário. O remate à trave, de Witi, aos 14 minutos, foi o primeiro da partida e não teve o efeito esperado nos acontecimentos que se seguiram.

Ao apostar na dupla Kambala/Shaquile no centro do terreno, Chiquinho Conde perdeu a genialidade de Geny Catamo, sobretudo porque Witi, pela direita, e Clésio, do lado oposto, não foram tão rápidos a levar o jogo ao ataque. Na primeira parte o capitão Dominguez esteve irrequieto, sim, mas insuficiente, até porque Reginaldo demorou em demasia a entrar no jogo.

Por isso foi uma metade do jogo infrutífera, não obstante o longo período de posse de bola dos moçambicanos. Também ter bola e não saber o que fazer com ela não incomoda a ninguém.

A equipa de arbitragem, da Somália, foi competente e merece da nossa parte uma valoração positiva.

FICHA TÉCNICA

Estádio Lamité Generále Mathieu Kériekéu

Comissário da CAF: Gilbert Dlhamini

Árbitro: Hassan Hagi, assistido por Hamza Abdi e Omar Artan. Quarto árbitro: Deidre Dialand

Moçambique: Ernani; Sidique, Zainadine Jr., Edmilson, Reinildo, Kambala (Geraldo, 66 min), Shaquile (Geny Catamo, 75 min), Witi (Miquissone, 61 min), Dominguez, Clésio (Telinho, 61 min), e Reginaldo (Dayo, 75 min).

Malawi: Ernest; Stanley, Petro, Mzava, Chirwa, Mkwate (Mbulu, 59 min), Madinga (Chester, 59 min), Chimodzi, Peter Banda, Khuda Muyaba e Diana.

Cartões amarelos para Reginaldo, Shaquile e Khuda.

CUSTÓDIO MUGABE
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