Segunda-feira, 9 Março, 2026
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Actuação da Polícia de Trânsito vs priorizar educação rodoviária

Por Jornal Notícias
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ZACARIAS DOS SANTOS

O AUMENTO do tráfego rodoviário nos meios urbanos, com maior destaque para a cidade de Maputo, faz com que grande parte dos agentes reguladores do trânsito se façam à rua permanentemente, o que contribui para a fluidez das viaturas, sobretudo nos momentos de ponta.

Estes reguladores do trânsito, sejam eles municipais ou da Polícia da República de Moçambique têm sabido actuar para garantir a segurança pública de diferentes automobilistas na via pública e, em muitas ocasiões, evitam a ocorrência de acidentes de viação por conta da intolerância de alguns automobilistas. 

Se grande parte dos agentes se mostra comprometida com a missão de facilitar a vida dos automobilistas, alguns destes fazem-se às estradas para cumprir agendas capitalistas subjectivas que não honram a bandeira que juraram servir fielmente o Estado moçambicano e garantir segurança pública. 

Tem sido recorrente e sob olhar cúmplice dos cidadãos, estes agentes extorquirem automobilistas em troca do famoso refresco que não lhes dignifica em nada e tira todo o valor simbólico do uniforme que vestem e esvaziam a sua autoridade.

No lugar de educarem os automobilistas para garantirem uma condução saudável na via pública, estes influenciam significativamente para que os condutores se comportem mal, pois já sabem que ao serem interpelados pelos reguladores do trânsito vão garantir o famoso refresco, o que faz com que se observe má condução nas estradas nacionais que, muitas vezes, resultam em acidentes mortais. 

E a vulnerabilidade corruptível de alguns reguladores do trânsito rodoviário reduz o seu valor profissional de aprender e apreender o processo de regular a condução rodoviário, pois a maioria destes não conhece ao fundo o Código de Estrada e quando é questionada sobre a legalidade das infracções, coloca-se em pânico e transpira para explicar com uma transparência didáctica a licitude da transgressão rodoviária cometida pelo condutor.

É chegada a hora de se trabalhar ao fundo nas fileiras dos agentes da autoridade, especificamente de trânsito rodoviário para garantirem uma actuação profissional que tenha impacto na condução exemplar e concorra para que todos os condutores reúnam requisitos necessários para se fazer à estrada e com certeza de que, ao cometer alguma infracção, os condutores encontrarão agentes capazes de explicar, com conhecimento, a legalidade da transgressão.

Trata-se de uma matéria que requer um tratamento minucioso por parte dos comandos desta Polícia, sobretudo na sua selecção, que deve privilegiar o rigor técnico no lugar de favoritismo a este ou aquele candidato no momento de apurar quem vai integrar esta sub-unidade.

Aos próprios agentes, apela-se para que se esforcem no sentido de desempenharem de forma exemplar a tarefa para que foram indicados, tendo em consideração que a sua má actuação pode ter consequências fatais por perpetuar sentimento de impunidade por parte dos automobilistas que desrespeitam as regras confiando na protecção do suborno, terminando em aparatosos acidentes.

É preciso também priorizar jornadas de sensibilização e de educação rodoviária para os automobilistas, mas também da população no seu todo, pois situações abundam em que peões atravessam mal as ruas e ficam arrogantes porque acham que os carros é que devem parar para estes passarem.

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