O NÚMERO de processos relacionados com os crimes de produção, consumo, venda e tráfico internacional de drogas aumentou, ano passado no país, o que influenciou, igualmente, a subida das detenções.
Neste sentido, foram abertos 423 processos, o que corresponde a um aumento de 51 casos, comparativamente a 2022, segundo o Relatório Anual Sobre a Evolução do Consumo e Tráfico Ilícito de Drogas Registadas referente a 2023, divulgado recentemente pelo Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga.
O documento aponta que, do total dos processos instaurados, 149 foram concluídos e remetidos ao Ministério Público, sendo que os restantes continuam em instrução.
No que concerne à responsabilização por produção, venda, tráfico e consumo de substâncias psicoactivas, com destaque para “cannabis sativa” (“soruma”), cocaína, heroína e metanfetamina, houve 923 detenções, das quais 306 pessoas estão em prisão preventiva e 617 foram condenadas.
Para além de nacionais, foram privados da liberdade 79 estrangeiros por utilizarem o país como corredor de cocaína e heroína.
Enquanto isso, na diáspora, pelo menos 36 moçambicanos foram detidos também por envolvimento no tráfico de drogas, o que representa um aumento do número de nacionais privados de liberdade noutros países, comparativamente aos 33 presos em 2022.


