Sábado, 29 Novembro, 2025
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Bancadas preocupadas com mau atendimento hospitalar na Zambézia

Por Jornal Notícias
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‎‎As bancadas da Renamo e do MDM manifestaram, ontem, na abertura, ontem, da segunda sessão ordinária da Assembleia Provincial da Zambézia, preocupação com o estado precário das infra-estruturas hospitalares nos distritos de Pebane, Mopeia e Mocuba.
Os chefes das duas bancadas denunciaram a falta de condições básicas nos serviços de saúde e suas consequências negativas para a população.
‎‎A chefe da bancada do MDM, Nita Murabiua, relatou que, recentemente, em Pebane, uma mulher perdeu o bebé durante uma viagem em transporte semi-coletivo, após não conseguir transferência em ambulância devido à falta de combustível.
‎Segundo Murabiua, a paciente, com complicações após cinco meses de gestação, foi instruída a custear o combustível necessário para o transporte até ao Hospital Central de Quelimane. Sem meios financeiros, a mulher optou por viajar num transporte público, onde acabou por sofrer um aborto espontâneo.
‎Assim, apelou ao Governo Provincial para disciplinar os funcionários públicos e humanizar o atendimento nos hospitais, sublinhando que situações como esta demonstram uma “profunda falta de empatia e responsabilidade” no sector da saúde.
‎‎Por seu turno, o chefe da bancada da Renamo, Adriano Jones, chamou atenção para a necessidade de o Governo Provincial aumentar a sua capacidade de arrecadação de receitas próprias. Segundo o político, em Maquival, a cobrança de impostos está paralisada devido à falta de livros de receitas, o que afecta o funcionamento dos serviços públicos.
‎‎Também o chefe da bancada do MDM, Bosco Jackson, criticou a paralisação de várias obras públicas, o que, segundo disse, limita o acesso da população a serviços básicos essenciais.
‎‎Em resposta, o governador da Zambézia, Pio Matos, reconheceu as dificuldades apontadas, explicando que algumas actividades previstas para este ano não foram executadas devido ao atraso na aprovação do orçamento provincial.
‎Sobre a interrupção das obras, Matos referiu que a situação resulta de factores conjunturais que provocaram ruptura no financiamento de diversos projectos.

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