A TAXA de juro de Política Monetária, designada Taxa MIMO, baixou de 13,50 para 12,75 por cento, segundo anunciou ontem o Banco de Moçambique (BdM), após a sessão do Comité de Política Monetária (CPMO).
Em comunicado enviado ao “Notícias”, o Banco Central justifica a decisão pela contínua consolidação das perspectivas de inflação em um dígito, no médio prazo, não obstante as incertezas quanto à duração da tensão pós-eleitoral e o seu impacto sobre os preços de bens e serviços.
Detalhadamente, sustenta que em Outubro a inflação anual fixou-se em 2,7%, após 2,5 por cento em Setembro, enquanto a inflação subjacente, que exclui as frutas e vegetais e bens com preços administrados, manteve-se também estável.
Assim, o BdM explica que a manutenção das perspectivas de inflação em um dígito, no médio prazo, reflecte, essencialmente, a estabilidade do metical e o impacto das medidas adoptadas pelo CPMO.
Na verdade, esta é a sexta descida consecutiva deste indicador que se verifica no ano em curso, o que poderá impactar o mercado monetário interbancário, sobretudo as taxas de juro.
Aliás, o recente comunicado do BdM refere que as taxas de juro do mercado monetário continuam a reduzir.
“A taxa de juro de referência para o crédito, Prime-Rate, continua a reduzir em linha com as decisões de Política Monetária. O mesmo comportamento observa-se nas taxas de juro que os bancos praticam com os seus clientes”, lê-se na nota.
No mesmo documento, o regulador da banca sublinha que as reduções que se verificam enquadram-se no plano do BdM de reduzir a Taxa MIMO nos próximos dois ou três anos.
Neste sentido, o CPMO promete continuar com a normalização do respectivo indicador no médio prazo. Entretanto, reitera que o ritmo e a magnitude continuarão a depender das perspectivas da inflação e da avaliação dos riscos e incertezas subjacentes às projecções do médio prazo.


