CASO “DÍVIDAS NÃO DECLARADAS”: Antigo governador do BM ouvido hoje pelo tribunal

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ERNESTO Gove, antigo Governador do Banco de Moçambique (BM), será ouvido hoje pelo tribunal que julga o caso “Dívidas não declaradas” para explicar como é que foi conduzido o processo que culminou com a avalização e homologação das garantias dos empréstimos de 2,2 mil milhões de dólares, lesando o Estado moçambicano. 

Na mesma sessão, o tribunal deverá ouvir Silvina de Abreu, também quadro do BM, fechando deste modo o ciclo dos declarantes desta instituição financeira do Estado.

Na semana passada, foram ouvidas Elsa Chambale, Joana Matsombe e Telma Gonçalves, gestoras do Banco Central e com intervenção directa na homologação dos contratos e garantias emitidas pelo Estado, a favor das empresas PROINDICUS, EMATUM e MAM. 

Todas disseram ao tribunal terem assinado as homologações de garantias e contratos de financiamento dos empréstimos porque sofreram pressão e ameaças para o efeito. 

As três declarantes afirmaram que grande parte da pressão para assinar os expedientes das dívidas não declaradas foi exercida pelo réu António Carlos do Rosário, antigo Director de Inteligência Económica do SISE, Eugénio Matlaba, Presidente do Conselho de Administração da PROINDICUS, Isaltina Lucas, directora do Tesouro, Waldemar de Sousa, administrador do BM, e outros gestores do banco com cargo de chefia.

Joana Matsombe, que à data dos factos era administradora e com estatuto de número três na hierarquia do Banco de Moçambique, disse em tribunal que só assinou os documentos porque o então governador e o seu vice, Pinto de Abreu, estavam ausentes.

Refira-se que, o tribunal já ouviu 23 declarantes de um total de 65 inicialmente arrolados.

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